Calma gente , dessa vez não aconteceu nada demais . Simplesmente estou triste porque não vou ver a cerimonia do Oscar esse ano . Depois de 13 anos acompanhando fielmente o Oscar , agora terei que me contentar com a reprise .
Nos ultimos 4 anos o Oscar foi apresentado no último domingo do mês de fevereiro. Em 2009 o bendito Carnaval calhou de cair na mesma semana do Oscar . Agora imagina meu conflito interno , curtir as folgas do carnaval ou assistir ao Oscar ? Tentei arranjar um jeito de conciliar as duas coisas mas infelizmente não deu . Tudo bem que vou viajar e curtir bastante , mas cinéfilo feliz é aquele que confere ao vivo se seus palpites no Oscar .
Vou deixar aqui minhas escolhas e se alguém tiver interesse em conferir fique a vontade . Essa tarefa é para aqueles que não gostam de carnaval , amam cinema , vão ficar chocando jácaré em casa , e vão assistir ao Oscar no sofá de pijama .
Melhor Filme
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( vence fácil )
* Frost/Nixon
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Milk - A Voz da Liberdade
* O Leitor
Melhor diretor
* David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Ron Howard - Frost/Nixon
* Gus Van Sant - Milk - A Voz da Liberdade
* Stephen Daldry - O Leitor
* Danny Boyle - Quem Quer Ser Um Milionário? ( vence fácil )
Melhor ator
* Mickey Rourke - O Lutador ( ele merece e vai ganhar )
* Sean Penn - Milk - A Voz da Liberdade
* Frank Langella – Frost/Nixon
* Brad Pitt - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Richard Jenkins - The visitor
Melhor atriz
* Meryl Streep – Dúvida ( agora vai Meryl )
* Kate Winslet – O Leitor
* Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
* Angelina Jolie – A Troca
* Melissa Leo - Rio Congelado
Melhor ator coadjuvante
* Heath Ledger - Batman – O Cavaleiro das Trevas ( inquestionável e inesquecível )
* Josh Brolin - Milk - A Voz da Liberdade
* Robert Downey Jr. - Trovão Tropical
* Philip Seymour Hoffman - Dúvida
* Michael Shannon - Foi Apenas um Sonho
Melhor atriz coadjuvante
* Amy Adams - Dúvida
* Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona ( esse ta dificil , mas a espanhola ganha)
* Viola Davis - Dúvida
* Taraji P. Henson - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Marisa Tomei - O Lutador
Melhor Animação Longa-Metragem
* Bolt - Supercão
* Kung Fu Panda
* Wall-E ( se não ganhar vai ser a maior injustiça de todas )
Melhor Roteiro Adaptado
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Dúvida
* Frost/Nixon
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( filmaço , merece muito)
Melhor Roteiro Original
* Rio Congelado
* Simplesmente Feliz
* Na Mira do Chefe
* Milk - A Voz da Liberdade ( sempre acerto esse , mas esse ano é chute )
* Wall-E
Melhor Direção de Arte
* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button ( imbatível trabalho de produção )
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* A Duquesa
* Foi Apenas um Sonho
Melhor Fotografia
* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( ganha fácil esse também )
Melhor Figurino
* Austrália
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* A Duquesa ( filme de época sempre ganha )
* Milk - A Voz da Liberdade
* Foi Apenas um Sonho
Melhor Filme Estrangeiro
* The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)
* Entre os Muros da Escola (Entre les Murs - França)
* Okuribito (Japão)
* Revanche (Áustria)
* Waltz with Bashir (Israel) ( chute no favorito )
Melhor Documentário
* The Betrayal (Nerakhoon)
* Encounters at the End of the World
* The Garden
* Man on Wire ( mais um chute no favorito )
* Trouble the Water
Melhor Documentário Curta-Metragem
* The Conscience of Nhem En
* The Final Inch
* Smile Pinki
* The Witness ( chute de olhos vendados)
* From the Balcony of Room 306
Melhor Montagem
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Frost/Nixon
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( esse também merece )
Melhor Maquiagem
* O Curioso Caso de Benjamin Button ( a maquiagem é a alma do filme )
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Hellboy II - O Exército Dourado
Trilha Sonora Original
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Defiance
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( trilha muito envolvente )
* Wall-E
Melhor Canção Original
* "Down to Earth" - Wall-E
* "Jai Ho" - Quem Quer Ser Um Milionário?
* "O Saya" - Quem Quer Ser Um Milionário? ( chute no escuro )
Melhor Curta Animado
* La Maison en Petits Cubes
* Lavatory - Lovestory
* Oktapodi
* Presto ( mais um chute )
* This Way up
Melhor Curta Live-Action
* Auf Der Strecke (On the Line)
* Manon on the Asphalt ( gostei do nome , então , mais um chute )
* New Boy
* The Pig
* Spielzeugland (Toyland)
Melhor Edição de Som
* Batman – O Cavaleiro das Trevas ( merece demais )
* Homem de Ferro
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E
* O Procurado
Melhor Mixagem de Som
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E ( é também a alma do filme )
* O Procurado
Efeitos Especiais
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas ( merece muito mais )
* Homem de Ferro
sábado, 21 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 6 e Final
01/01/2009 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
A primeira coisa que fiz quando acordei foi perguntar quem tinha me atropelado. O que sobrou de mim tentava com muito esforço levantar e ver a luz do 1º dia do ano.
Do nosso quarteto, eu não fui o ultimo a levantar, o menino ainda continuava roncando na barraca.
A nossa barraca estava bem próxima do camping que ficamos na noite anterior. Como eles não tinham controle de quem estava acampando lá ou não, aproveitei e tomei uma ducha de graça. Quando voltei, o casalzinho estava no maior "Love" dentro d'água. Achei aquilo muito legal, por enfim vi que minha amiga parecia estar muito feliz. Essa nossa viajem surpreendentemente fez com que eles se reaproximassem. Propositalmente não mencionei que o menino não era filho da minha amiga . Na verdade ele nasceu de um casamento anterior do marido dela. E por ironia do destino, mesmo com anos de relacionamento do casal, minha amiga nunca tinha encontrado o menino.
Pouco depois fomos arranjar um lugar para comer. Levantamos a barraca pela ultima vez, pegamos o carro e fomos para o centro. Como ainda estava cedo para almoçar e a grana estava curta ainda, resolvemos ir numa padaria. O lugar estava cheio e eu tive que enfrentar uma fila imensa para pegar a ficha no caixa. Vinte minutos depois eu fui atendido. Pedi 10 pães, 500 gramas de mortadela e uma coca de 2L. Quando fui para o balcão, uma muvuca de adolescentes atrapalhava o atendimento. Devido a isso fiquei mais uns 15 minutos esperando . Então finalmente pegaram minha ficha, me deram a coca e em seguida me questionaram: “Acabou o pão, não te avisaram?”. Respondi educadamente que se tivessem me avisado eu não tinha permanecido na fila 45 minutos. Informaram-me que iria demorar mais 40 minutos para fazer os pães. Não pensei muito, disse que queria meu dinheiro de volta. Voltei ao caixa e ele me perguntou se eu ia devolver tudo. Nesse momento eu percebi que ainda estava segurando a sacola com a Coca. Vou devolver tudo, disse ao rapaz, que logo devolveu meu dinheiro sem questionar mais nada. Calculista ao extremo sai da padaria contente de ter esperado 45 minutos, para ganhar uma Coca de 2 l de graça. Duas quadras adiante tinham outra padaria que nos atendeu muito bem.
Com a barriga cheia resolvemos dar o ultimo passeio na cidade. Resolvemos conhecer o Hospital de Paraty, pois menino ainda sofria com as dores do corte no pé. Ele acabou saindo do hospital com uma benzetacil , uma antitetânica e um curativo enorme . Depois do hospital decidimos voltar para São Paulo.
Passamos numa cachoeira sem graça antes, se é que aquilo pode ser chamado de cachoeira. Depois de toda aquela aventura, fiquei realmente exigente. Mas ir embora e ver por ultimo aquela cachoeirinha seria muito triste.
Até que voltamos para a rodovia Rio-Santos sentido Ubatuba. Minha amiga teve uma grande idéia. Iríamos passar por ultimo em Trindade.
É uma experiência incrível passar por aquele lugar. Água cristalina, areia branca, rochas e ondas inexplicáveis. Uma pena não termos ficado muito tempo lá. Para chegar à praia é bastante complicado, depois que saímos da rodovia subimos um morro enorme, parecia que a praia ficava no alto da montanha. Achei que aquele gol 1.0 não ia agüentar o tranco. Chegando enfim ao topo da montanha podemos ver aquela vista maravilhosa, dai foi só descer até a praia. Não canso de elogiar aquele lugar, e com certeza voltarei lá em outra oportunidade. Já no fim da tarde pegamos o carro e voltamos para a estrada .
Resolvemos deixar para abastecer na estrada porque na cidade o preço da gasolina estava altíssimo. Quando voltamos para a estrada estranhamos muito o fato de não haver transito algum. Num ritmo muito bom, achamos que chegaríamos umas 22h00 em São Paulo. Mas isso não durou muito, dez minutos depois a pista ficou completamente parada. E pior, a gasolina estava acabando e não aparecia um posto "salvador”. Por meia hora ficamos naquela fila imensa de carros. Até que um “esperto” resolveu cortar os carros pelo acostamento. Outros três carros fizeram o mesmo em seguida. Então nosso motorista nem pensou muito e foi logo atrás deles. Era engraçado ver a maioria respeitando o transito e parado, e agente ultrapassando todo mundo. Mas alguns quilômetros depois à “pista” do acostamento também parou. Um cidadão humilde dirigindo uma Hilux e que também estava no acostamento não deixava ninguém passar. Ele dirigia a 10 km/h e segurava uma latinha de Skol. Não foram poucos os chingamentos e as buzinadas para esse cidadão. Ele nem se importou e continuou nesse mesmo ritmo por um tempão. Até aparecer um Posto da Policia Rodoviária em frente, o cidadão muito sensato saiu do acostamento e voltou para a pista certa. Os carros que estavam atrás da Hilux também fizeram o mesmo. Mas nosso motorista, destemido e audacioso, e com medo de ficar sem gasolina, pisou no acelerador e seguiu pelo acostamento. Quase tive um infarto nessa hora. Imaginei-me ligando para minha mãe avisando que estava preso no Rio de Janeiro. Realmente foi um ato irresponsável , mas foi a nossa salvação .
Conseguimos atravessar a divisa do estado numa boa e chegamos a Ubatuba rapidamente. Aproveitamos e finalmente reabastecemos. Mas assim que voltamos para a estrada começou a chover forte e a noite também chegou. O nosso motorista sentiu falta dos óculos, não sabia onde tinha colocado. Paramos novamente num posto de gasolina para procurar, porque não tinha condições de continuar sem eles. Ele lembrou que tinha deixado na barraca de manhã. O filho dele é quem a dobrou e guardou , mas não olhou direito se tinha alguma coisa dentro. Depois de muito procurar achamos os óculos “levemente” amassados no fundo da barraca. Já que não tinha outro (nem óculos, nem motorista), seguimos viagem assim mesmo.
Inventamos de cortar caminho pela Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), pois sabíamos que chegando a Caraguatatuba pegaríamos transito com certeza. Então ao invés de seguir pelo litoral pegamos essa rodovia sentido Taubaté até chegar à Dutra. Mas o que era para ser uma subida tranqüila pela serra quase acaba em tragédia. Essa rodovia passa pelo Parque Estadual da Serra do Mar e não existe iluminação alguma. E nosso motorista quase cego ia bem devagar, pois a pista estava escorregadia e chovia bastante. A subida da serra não acabava nunca e o nosso medo crescia na mesmo proporção.
Quando eu parecia estar acostumado com a situação, o carro simplesmente derrapou e foi para fora da pista. Achei que minha história ia acabar ali mesmo. Mas por sorte nosso habilidoso motorista freou antes de batermos e evitou o carro cair serra a baixo. Nunca agradeci tanto por estar vivo.
Depois desse baita susto seguimos a serra e chegamos são e salvos a Taubaté. Daí foi só chegar a Dutra e seguir direto para São Paulo.
Foi um final de aventura eletrizante. Novas amizades foram feitas, novos laços foram criados, e principalmente, relacionamentos fortalecidos. Todos estavam satisfeitos com o desfecho dessa grande jornada.
Era quase meia noite quando me deixaram em casa. Despedi-me de todos rapidamente, pois chovia bastante, agradeci por toda essa experiência que eles ajudaram a proporcionar. Minha amiga também me agradeceu e disse que minha presença foi fundamental para que tudo ocorresse bem.
Quando entrei em casa a primeira coisa que falei para minha mãe foi: “Eu quero arroz e feijão!”.
Fim
A primeira coisa que fiz quando acordei foi perguntar quem tinha me atropelado. O que sobrou de mim tentava com muito esforço levantar e ver a luz do 1º dia do ano.
Do nosso quarteto, eu não fui o ultimo a levantar, o menino ainda continuava roncando na barraca.
A nossa barraca estava bem próxima do camping que ficamos na noite anterior. Como eles não tinham controle de quem estava acampando lá ou não, aproveitei e tomei uma ducha de graça. Quando voltei, o casalzinho estava no maior "Love" dentro d'água. Achei aquilo muito legal, por enfim vi que minha amiga parecia estar muito feliz. Essa nossa viajem surpreendentemente fez com que eles se reaproximassem. Propositalmente não mencionei que o menino não era filho da minha amiga . Na verdade ele nasceu de um casamento anterior do marido dela. E por ironia do destino, mesmo com anos de relacionamento do casal, minha amiga nunca tinha encontrado o menino.
Pouco depois fomos arranjar um lugar para comer. Levantamos a barraca pela ultima vez, pegamos o carro e fomos para o centro. Como ainda estava cedo para almoçar e a grana estava curta ainda, resolvemos ir numa padaria. O lugar estava cheio e eu tive que enfrentar uma fila imensa para pegar a ficha no caixa. Vinte minutos depois eu fui atendido. Pedi 10 pães, 500 gramas de mortadela e uma coca de 2L. Quando fui para o balcão, uma muvuca de adolescentes atrapalhava o atendimento. Devido a isso fiquei mais uns 15 minutos esperando . Então finalmente pegaram minha ficha, me deram a coca e em seguida me questionaram: “Acabou o pão, não te avisaram?”. Respondi educadamente que se tivessem me avisado eu não tinha permanecido na fila 45 minutos. Informaram-me que iria demorar mais 40 minutos para fazer os pães. Não pensei muito, disse que queria meu dinheiro de volta. Voltei ao caixa e ele me perguntou se eu ia devolver tudo. Nesse momento eu percebi que ainda estava segurando a sacola com a Coca. Vou devolver tudo, disse ao rapaz, que logo devolveu meu dinheiro sem questionar mais nada. Calculista ao extremo sai da padaria contente de ter esperado 45 minutos, para ganhar uma Coca de 2 l de graça. Duas quadras adiante tinham outra padaria que nos atendeu muito bem.
Com a barriga cheia resolvemos dar o ultimo passeio na cidade. Resolvemos conhecer o Hospital de Paraty, pois menino ainda sofria com as dores do corte no pé. Ele acabou saindo do hospital com uma benzetacil , uma antitetânica e um curativo enorme . Depois do hospital decidimos voltar para São Paulo.
Passamos numa cachoeira sem graça antes, se é que aquilo pode ser chamado de cachoeira. Depois de toda aquela aventura, fiquei realmente exigente. Mas ir embora e ver por ultimo aquela cachoeirinha seria muito triste.
Até que voltamos para a rodovia Rio-Santos sentido Ubatuba. Minha amiga teve uma grande idéia. Iríamos passar por ultimo em Trindade.
É uma experiência incrível passar por aquele lugar. Água cristalina, areia branca, rochas e ondas inexplicáveis. Uma pena não termos ficado muito tempo lá. Para chegar à praia é bastante complicado, depois que saímos da rodovia subimos um morro enorme, parecia que a praia ficava no alto da montanha. Achei que aquele gol 1.0 não ia agüentar o tranco. Chegando enfim ao topo da montanha podemos ver aquela vista maravilhosa, dai foi só descer até a praia. Não canso de elogiar aquele lugar, e com certeza voltarei lá em outra oportunidade. Já no fim da tarde pegamos o carro e voltamos para a estrada .
Resolvemos deixar para abastecer na estrada porque na cidade o preço da gasolina estava altíssimo. Quando voltamos para a estrada estranhamos muito o fato de não haver transito algum. Num ritmo muito bom, achamos que chegaríamos umas 22h00 em São Paulo. Mas isso não durou muito, dez minutos depois a pista ficou completamente parada. E pior, a gasolina estava acabando e não aparecia um posto "salvador”. Por meia hora ficamos naquela fila imensa de carros. Até que um “esperto” resolveu cortar os carros pelo acostamento. Outros três carros fizeram o mesmo em seguida. Então nosso motorista nem pensou muito e foi logo atrás deles. Era engraçado ver a maioria respeitando o transito e parado, e agente ultrapassando todo mundo. Mas alguns quilômetros depois à “pista” do acostamento também parou. Um cidadão humilde dirigindo uma Hilux e que também estava no acostamento não deixava ninguém passar. Ele dirigia a 10 km/h e segurava uma latinha de Skol. Não foram poucos os chingamentos e as buzinadas para esse cidadão. Ele nem se importou e continuou nesse mesmo ritmo por um tempão. Até aparecer um Posto da Policia Rodoviária em frente, o cidadão muito sensato saiu do acostamento e voltou para a pista certa. Os carros que estavam atrás da Hilux também fizeram o mesmo. Mas nosso motorista, destemido e audacioso, e com medo de ficar sem gasolina, pisou no acelerador e seguiu pelo acostamento. Quase tive um infarto nessa hora. Imaginei-me ligando para minha mãe avisando que estava preso no Rio de Janeiro. Realmente foi um ato irresponsável , mas foi a nossa salvação .
Conseguimos atravessar a divisa do estado numa boa e chegamos a Ubatuba rapidamente. Aproveitamos e finalmente reabastecemos. Mas assim que voltamos para a estrada começou a chover forte e a noite também chegou. O nosso motorista sentiu falta dos óculos, não sabia onde tinha colocado. Paramos novamente num posto de gasolina para procurar, porque não tinha condições de continuar sem eles. Ele lembrou que tinha deixado na barraca de manhã. O filho dele é quem a dobrou e guardou , mas não olhou direito se tinha alguma coisa dentro. Depois de muito procurar achamos os óculos “levemente” amassados no fundo da barraca. Já que não tinha outro (nem óculos, nem motorista), seguimos viagem assim mesmo.
Inventamos de cortar caminho pela Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), pois sabíamos que chegando a Caraguatatuba pegaríamos transito com certeza. Então ao invés de seguir pelo litoral pegamos essa rodovia sentido Taubaté até chegar à Dutra. Mas o que era para ser uma subida tranqüila pela serra quase acaba em tragédia. Essa rodovia passa pelo Parque Estadual da Serra do Mar e não existe iluminação alguma. E nosso motorista quase cego ia bem devagar, pois a pista estava escorregadia e chovia bastante. A subida da serra não acabava nunca e o nosso medo crescia na mesmo proporção.
Quando eu parecia estar acostumado com a situação, o carro simplesmente derrapou e foi para fora da pista. Achei que minha história ia acabar ali mesmo. Mas por sorte nosso habilidoso motorista freou antes de batermos e evitou o carro cair serra a baixo. Nunca agradeci tanto por estar vivo.
Depois desse baita susto seguimos a serra e chegamos são e salvos a Taubaté. Daí foi só chegar a Dutra e seguir direto para São Paulo.
Foi um final de aventura eletrizante. Novas amizades foram feitas, novos laços foram criados, e principalmente, relacionamentos fortalecidos. Todos estavam satisfeitos com o desfecho dessa grande jornada.
Era quase meia noite quando me deixaram em casa. Despedi-me de todos rapidamente, pois chovia bastante, agradeci por toda essa experiência que eles ajudaram a proporcionar. Minha amiga também me agradeceu e disse que minha presença foi fundamental para que tudo ocorresse bem.
Quando entrei em casa a primeira coisa que falei para minha mãe foi: “Eu quero arroz e feijão!”.
Fim
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 5
Chegou a hora da grande virada na trama. O momento em que tudo fica mais claro, ou melhor, o momento surpresa. Confesso a todos que omiti uma parte da história, parte esta que é de fundamental importância para entender todo o contexto dessa viagem maluca.
Darei agora alguns detalhes do passado que serviram de guia para aqueles que estão acompanhando essa saga desde o início .Essa minha amiga era casada com um sujeito durante alguns anos, mas eles se separaram, pouco antes dessa viagem. Mas nesse tempo de separação sempre se deram bem. Apesar de ser amigo dela há muito tempo, nunca tinha o encontrado. Ela me confessou que ele sempre teve ciúmes da nossa amizade. E quando ela disse a ele que me convidou para viajar, tratou de dizer que eu estava interessado numa outra amiga dela, que também ia conosco (que mentira).
Agora já posso continuar...
31/12/2008 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
Eu dormi feito uma pedra, ao contrário da minha amiga. Durante a madrugada ela ficou trocando mensagens com uma pessoa. No começo achei que ela finalmente tinha se comunicado com a colega dela que estava também em Paraty. Mas na verdade ela falava com o ex-marido que estava em São Paulo. Ela contou toda nossa aventura e nossa preocupação com o fim da grana. Ele não pensou duas vezes e resolveu vir-nos "salvar”. Ele então pegou o carro e foi ao nosso encontro. Acontece que ele não foi sozinho. Ele estava passando o fim de Ano com o filho adolescente em São Paulo . Para não ficar um clima estranho minha amiga pediu que ele levasse o filho junto. Ele dirigiu por mais de 6 horas, durante a madrugada, até finalmente chegar a Paraty.
Quando acordei de manhã, minha amiga só me avisou: “Eles chegaram e estão na praia, to indo lá”. Só me lembro de ter falado que tudo bem e voltei a dormir.
Horas depois voltei a acordar e estava bastante preocupado com a situação. Novamente omiti um fato muito importante. Anos atrás eu tive um affair com essa minha amiga, durante uma breve separação dela com o marido. E por incrível que pareça, mesmo com tudo acabado entre nós, ela contou para o marido quando eles reataram. Imagina minha situação , estava morrendo de medo de encontrar com ele . Qual seria minha reação ou qual seria a dele a me ver cara a cara? Ensaie umas mil vezes para sair da barraca.
Me enchi de coragem e resolvi ir para a praia e ver onde aquilo ia dar. Andei pela praia e não os avistei. Fiquei até um pouco aliviado. Mas não teve jeito ,eles me viram. Fui ao encontro deles super constrangido. Mas aparentemente correu tudo bem. Fomos apresentados "formalmente" e até rimos da situação. Conheci também o filho ,que acordou depois de dormir bastante no banco de trás do carro.
Depois de curtir bastante a praia resolvemos ir para o centro e almoçar. Voltamos para o mesmo restaurante de ontem, mas o preço mudou, agora era R$ 15,00. Mesmo chorando para o dono ele não deu desconto. E por falta de comunicação minha amiga acabou pedindo o prato mais caro. Acabamos pagando quase vinte reais a mais.
Fomos depois para a praia Pontal que é a mais movimentada da cidade. A essa altura estávamos bem enturmados. Essa praia tinha varias pedras de baixo d'água e acabou machucando todo mundo. Mas o menino é que teve pior sorte, cortou feio a sola do pé.
No fim da tarde voltamos para o acampamento, arrumamos nossas coisas, guardamos a barraca, tomamos o ultimo banho do ano e partimos antes de vencer a diária.
Desistimos de vez de procurar a colega da minha amiga e decidimos ficar no centro histórico até a hora da virada.
Ficamos nós três (quem diria) passeando pelo centro a noite, pois o menino ficou no carro dormindo e com o pé machucado.
Depois de passear por todo o centro, tomar cerveja, batidas, voltamos para o carro, pois já estava próximo da meia-noite. Pegamos o menino e fomos todos para a Praia Pontal, onde teria Show e queima de fogos. Curtimos bastante o Show, tinha bateria de uma escola de samba (não me lembro qual). Começou a contagem regressiva... 5,4,3,2,1 ...feliz 2009 !!!!! Muita gente, muitos fogos, muitos abraços...
Todos muito felizes. Depois de tudo que já tinha bebido ainda tomei uma garrafa de vinho praticamente sozinho. O menino foi o primeiro a desistir e voltar para o carro, ele não aguentou, pois alguém pisou no pé dele, exatamente naquele do corte.
O casal também não durou muito e pouco depois também foram para o carro. E eu? Bem, estava tão empolgado com a música, dançando feito um louco, nem vi o tempo passar. Quando me dei conta estava no meio de umas italianas (eu acho que falavam italiano) dançando e pra lá de bêbado. Uma delas me agarrou (confesso que gostei) e me deu um super beijo. Até aí eu me lembro muito bem. Vou ficar devendo pra vocês o que ocorreu nas 3 horas seguintes, sinceramente não me lembro. Quando me dei por mim, estava de volta no centro histórico dançando atrás de um bloco. Quase amanhecendo é que voltei para o carro.
Minha amiga quis me matar porque eu tinha demorado muito e não atendia o celular. Pegamos o carro e voltamos para a Praia de Jabaquara. Eles tiveram a idéia louca de acampar na praia mesmo. Eu estava tão cansado que nem vi montarem a barraca, capotei no carro mesmo. Minutos depois minha amiga me acordou e me levou pra lá. E que cena mais engraçada, nos quatro na mesma barraca. Era uma super barraca que o cara tinha levado. Mal entrei e desmaiei de vez.
Não percam o capítulo final...
Darei agora alguns detalhes do passado que serviram de guia para aqueles que estão acompanhando essa saga desde o início .Essa minha amiga era casada com um sujeito durante alguns anos, mas eles se separaram, pouco antes dessa viagem. Mas nesse tempo de separação sempre se deram bem. Apesar de ser amigo dela há muito tempo, nunca tinha o encontrado. Ela me confessou que ele sempre teve ciúmes da nossa amizade. E quando ela disse a ele que me convidou para viajar, tratou de dizer que eu estava interessado numa outra amiga dela, que também ia conosco (que mentira).
Agora já posso continuar...
31/12/2008 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
Eu dormi feito uma pedra, ao contrário da minha amiga. Durante a madrugada ela ficou trocando mensagens com uma pessoa. No começo achei que ela finalmente tinha se comunicado com a colega dela que estava também em Paraty. Mas na verdade ela falava com o ex-marido que estava em São Paulo. Ela contou toda nossa aventura e nossa preocupação com o fim da grana. Ele não pensou duas vezes e resolveu vir-nos "salvar”. Ele então pegou o carro e foi ao nosso encontro. Acontece que ele não foi sozinho. Ele estava passando o fim de Ano com o filho adolescente em São Paulo . Para não ficar um clima estranho minha amiga pediu que ele levasse o filho junto. Ele dirigiu por mais de 6 horas, durante a madrugada, até finalmente chegar a Paraty.
Quando acordei de manhã, minha amiga só me avisou: “Eles chegaram e estão na praia, to indo lá”. Só me lembro de ter falado que tudo bem e voltei a dormir.
Horas depois voltei a acordar e estava bastante preocupado com a situação. Novamente omiti um fato muito importante. Anos atrás eu tive um affair com essa minha amiga, durante uma breve separação dela com o marido. E por incrível que pareça, mesmo com tudo acabado entre nós, ela contou para o marido quando eles reataram. Imagina minha situação , estava morrendo de medo de encontrar com ele . Qual seria minha reação ou qual seria a dele a me ver cara a cara? Ensaie umas mil vezes para sair da barraca.
Me enchi de coragem e resolvi ir para a praia e ver onde aquilo ia dar. Andei pela praia e não os avistei. Fiquei até um pouco aliviado. Mas não teve jeito ,eles me viram. Fui ao encontro deles super constrangido. Mas aparentemente correu tudo bem. Fomos apresentados "formalmente" e até rimos da situação. Conheci também o filho ,que acordou depois de dormir bastante no banco de trás do carro.
Depois de curtir bastante a praia resolvemos ir para o centro e almoçar. Voltamos para o mesmo restaurante de ontem, mas o preço mudou, agora era R$ 15,00. Mesmo chorando para o dono ele não deu desconto. E por falta de comunicação minha amiga acabou pedindo o prato mais caro. Acabamos pagando quase vinte reais a mais.
Fomos depois para a praia Pontal que é a mais movimentada da cidade. A essa altura estávamos bem enturmados. Essa praia tinha varias pedras de baixo d'água e acabou machucando todo mundo. Mas o menino é que teve pior sorte, cortou feio a sola do pé.
No fim da tarde voltamos para o acampamento, arrumamos nossas coisas, guardamos a barraca, tomamos o ultimo banho do ano e partimos antes de vencer a diária.
Desistimos de vez de procurar a colega da minha amiga e decidimos ficar no centro histórico até a hora da virada.
Ficamos nós três (quem diria) passeando pelo centro a noite, pois o menino ficou no carro dormindo e com o pé machucado.
Depois de passear por todo o centro, tomar cerveja, batidas, voltamos para o carro, pois já estava próximo da meia-noite. Pegamos o menino e fomos todos para a Praia Pontal, onde teria Show e queima de fogos. Curtimos bastante o Show, tinha bateria de uma escola de samba (não me lembro qual). Começou a contagem regressiva... 5,4,3,2,1 ...feliz 2009 !!!!! Muita gente, muitos fogos, muitos abraços...
Todos muito felizes. Depois de tudo que já tinha bebido ainda tomei uma garrafa de vinho praticamente sozinho. O menino foi o primeiro a desistir e voltar para o carro, ele não aguentou, pois alguém pisou no pé dele, exatamente naquele do corte.
O casal também não durou muito e pouco depois também foram para o carro. E eu? Bem, estava tão empolgado com a música, dançando feito um louco, nem vi o tempo passar. Quando me dei conta estava no meio de umas italianas (eu acho que falavam italiano) dançando e pra lá de bêbado. Uma delas me agarrou (confesso que gostei) e me deu um super beijo. Até aí eu me lembro muito bem. Vou ficar devendo pra vocês o que ocorreu nas 3 horas seguintes, sinceramente não me lembro. Quando me dei por mim, estava de volta no centro histórico dançando atrás de um bloco. Quase amanhecendo é que voltei para o carro.
Minha amiga quis me matar porque eu tinha demorado muito e não atendia o celular. Pegamos o carro e voltamos para a Praia de Jabaquara. Eles tiveram a idéia louca de acampar na praia mesmo. Eu estava tão cansado que nem vi montarem a barraca, capotei no carro mesmo. Minutos depois minha amiga me acordou e me levou pra lá. E que cena mais engraçada, nos quatro na mesma barraca. Era uma super barraca que o cara tinha levado. Mal entrei e desmaiei de vez.
Não percam o capítulo final...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 4
30/12/08 Paraty-RJ Praia de Pouso da Cajaíba
Mas dia um se inicia e nada de café .Comecei a ficar preocupado porque estava acabando o Club Social . Dessa fez eu acordei bem tarde e todos já estavam na praia. Encontrei com a minha amiga e tomamos uma água de coco enquanto curtíamos o dia extremamente ensolarado. Ela me confessou que discutiu com um dos amigos dela e que não aguentava mais aquela desorganização, principalmente no rango.
Toda a turma resolveu ir até a próxima praia. Tínhamos que pegar uma trilha que duraria em torno de duas horas. Fiquei muito empolgado porque ia conhecer outro lugar. Nessa outra praia, tinha uma casa com outro pessoal conhecido da minha amiga. Eles inclusive levaram a comida para comermos todos lá.
Mesmo apressando povo, tivemos que esperar um tempão para que pudéssemos ir. Como agente não conhecia o caminho tivemos que esperar todo mundo mesmo.
Começamos a nossa jornada bem atrasados. Mas logo de cara nos perdemos. Pedimos informações para os moradores e o caminho indicado dava direto num super barranco. O pessoal se matava para conseguir subi-lo, principalmente as mulheres. Minha amiga olhou para o barranco e disse: “Ah não. Desisto!" Como eu tinha feito uma cirurgia no joelho a menos de um mês, fiquei com receio de subir também. O resto da turma seguiu a trilha e nós dois voltamos desapontados.
Nesse exato momento, os dois ao mesmo tempo , como se fosse num filme , olhamos um nos olhos do outro e falamos: “Vamos fugir?!”.
Aproveitamos que todos estavam na trilha e começamos a arquitetar nosso plano de fuga. Somamos a frustração com a trilha e principalmente a falta de comida e decidimos partir daquela praia.
Lembra daquela colega da minha amiga que encontramos no ônibus rumo a Paraty? Pois ela era nossa salvação. O plano era ligar para ela e se "auto-convidar" para ficar o resto do réveillon na casa onde ela estava. Tentamos varias vezes ligar, mas ela não atendia (parece mentira, mas tinha sinal nesta praia). Mesmo assim, arrumamos nossas coisas, desmontamos nossa barraca, tudo em menos de meia hora.
Tivemos muita sorte de conseguir um barco que ia voltar para a cidade. Só que dessa vez o barco era maior e a viagem também seria. De Cajaíba até o porto de Paraty eram aproximadamente uma hora e meia . Minha amiga quase teve um troço quando soube disso. Eu estava tão empolgado com toda essa aventura que nem me importei com esse fato. E durante todo o trajeto eu observava a cara de pânico da minha amiga. Só não sabia se era porque ela não conseguia ligar para a amiga dela ou porque o barco balançava bastante .
Enfim chegamos no fim da tarde ao porto de Paraty . Só pensávamos em uma coisa: arroz e feijão. Andamos por todo centro histórico de Paraty procurando um lugar barato para comer. Quando estávamos prestes a apelar para a "tiazinha" do pastel, achamos um lugar onde o prato do dia custava 9,99!
Depois de comer fomos procurar um lugar para ficar, já que não tivemos sucesso em falar com a colega da minha amiga. O senhor do restaurante que nos atendeu sugeriu que fossemos para a Praia de Jabaquara (a 20 minutos do centro), já que todos os lugares próximos ao estavam lotados. Afinal, Paraty, é uma atração internacional!
Chegamos a Praia de Jabaquara exaustos, carregando mochilas super pesadas, com o estomago cheio, e com a grana contada. Tentamos novamente ligar para a colega dela, mas...
Achamos o camping que o senhor do restaurante nos indicou, mas ficamos surpresos com o valor da diária! Eram R$25,00 por pessoa! Tudo bem que , ao contrário do caping de Puruba , nesse tinha tudo. O lugar era imenso e tinha até ducha quente , lanchonete e energia elétrica . À noite você conseguia até ver a últimas emoções da “A Favorita" nas barracas familiares. Como não tínhamos mais opção, montamos a barraca, ficamos lá mesmo. E como foi bom tomar uma ducha de verdade depois de três dias.
Mais a noite fomos passear no centro histórico e conhecer um pouco mais a cidade. Na verdade ainda tínhamos esperança de encontrar a colega dela. Depois de andarmos bastante, tomarmos algumas batidas e comprarmos souvenirs, resolvemos voltar. O dia acabou e ainda não sabíamos o que iríamos fazer amanhã. Não dava para ficar mais um dia naquele camping, pois a grana estava quase no fim. Pelo menos não precisei comer outro pacote de Club Social antes de dormir.
Continua...
Mas dia um se inicia e nada de café .Comecei a ficar preocupado porque estava acabando o Club Social . Dessa fez eu acordei bem tarde e todos já estavam na praia. Encontrei com a minha amiga e tomamos uma água de coco enquanto curtíamos o dia extremamente ensolarado. Ela me confessou que discutiu com um dos amigos dela e que não aguentava mais aquela desorganização, principalmente no rango.
Toda a turma resolveu ir até a próxima praia. Tínhamos que pegar uma trilha que duraria em torno de duas horas. Fiquei muito empolgado porque ia conhecer outro lugar. Nessa outra praia, tinha uma casa com outro pessoal conhecido da minha amiga. Eles inclusive levaram a comida para comermos todos lá.
Mesmo apressando povo, tivemos que esperar um tempão para que pudéssemos ir. Como agente não conhecia o caminho tivemos que esperar todo mundo mesmo.
Começamos a nossa jornada bem atrasados. Mas logo de cara nos perdemos. Pedimos informações para os moradores e o caminho indicado dava direto num super barranco. O pessoal se matava para conseguir subi-lo, principalmente as mulheres. Minha amiga olhou para o barranco e disse: “Ah não. Desisto!" Como eu tinha feito uma cirurgia no joelho a menos de um mês, fiquei com receio de subir também. O resto da turma seguiu a trilha e nós dois voltamos desapontados.
Nesse exato momento, os dois ao mesmo tempo , como se fosse num filme , olhamos um nos olhos do outro e falamos: “Vamos fugir?!”.
Aproveitamos que todos estavam na trilha e começamos a arquitetar nosso plano de fuga. Somamos a frustração com a trilha e principalmente a falta de comida e decidimos partir daquela praia.
Lembra daquela colega da minha amiga que encontramos no ônibus rumo a Paraty? Pois ela era nossa salvação. O plano era ligar para ela e se "auto-convidar" para ficar o resto do réveillon na casa onde ela estava. Tentamos varias vezes ligar, mas ela não atendia (parece mentira, mas tinha sinal nesta praia). Mesmo assim, arrumamos nossas coisas, desmontamos nossa barraca, tudo em menos de meia hora.
Tivemos muita sorte de conseguir um barco que ia voltar para a cidade. Só que dessa vez o barco era maior e a viagem também seria. De Cajaíba até o porto de Paraty eram aproximadamente uma hora e meia . Minha amiga quase teve um troço quando soube disso. Eu estava tão empolgado com toda essa aventura que nem me importei com esse fato. E durante todo o trajeto eu observava a cara de pânico da minha amiga. Só não sabia se era porque ela não conseguia ligar para a amiga dela ou porque o barco balançava bastante .
Enfim chegamos no fim da tarde ao porto de Paraty . Só pensávamos em uma coisa: arroz e feijão. Andamos por todo centro histórico de Paraty procurando um lugar barato para comer. Quando estávamos prestes a apelar para a "tiazinha" do pastel, achamos um lugar onde o prato do dia custava 9,99!
Depois de comer fomos procurar um lugar para ficar, já que não tivemos sucesso em falar com a colega da minha amiga. O senhor do restaurante que nos atendeu sugeriu que fossemos para a Praia de Jabaquara (a 20 minutos do centro), já que todos os lugares próximos ao estavam lotados. Afinal, Paraty, é uma atração internacional!
Chegamos a Praia de Jabaquara exaustos, carregando mochilas super pesadas, com o estomago cheio, e com a grana contada. Tentamos novamente ligar para a colega dela, mas...
Achamos o camping que o senhor do restaurante nos indicou, mas ficamos surpresos com o valor da diária! Eram R$25,00 por pessoa! Tudo bem que , ao contrário do caping de Puruba , nesse tinha tudo. O lugar era imenso e tinha até ducha quente , lanchonete e energia elétrica . À noite você conseguia até ver a últimas emoções da “A Favorita" nas barracas familiares. Como não tínhamos mais opção, montamos a barraca, ficamos lá mesmo. E como foi bom tomar uma ducha de verdade depois de três dias.
Mais a noite fomos passear no centro histórico e conhecer um pouco mais a cidade. Na verdade ainda tínhamos esperança de encontrar a colega dela. Depois de andarmos bastante, tomarmos algumas batidas e comprarmos souvenirs, resolvemos voltar. O dia acabou e ainda não sabíamos o que iríamos fazer amanhã. Não dava para ficar mais um dia naquele camping, pois a grana estava quase no fim. Pelo menos não precisei comer outro pacote de Club Social antes de dormir.
Continua...
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 3
29/12/08 Paraty-RJ Praia de Pouso da Cajaíba
Dois dias de acampamento e muitas aventuras. Pronto, agora é só relaxar e aproveitar esse lindo lugar.
Acordei com fome e com dor nas costas, mas pelo menos os mosquitos me deram uma trégua. Como não apareceu nenhuma boa alma que me oferecesse um suculento café da manhã, novamente me contentei com um pacote de Club Social.
Um pouco mais tarde fui para a praia curtir a natureza e conhecer o pequeno povoado. Para variar tirei fotos de tudo. Fiquei com certa fama de anti-social com a turma da minha amiga. Na verdade estava tão empolgado em conhecer bem o lugar, que acabava me esquecendo de falar com as pessoas. As pessoas que não faziam questão de falar comigo eu, realmente, não dava bola de propósito. Mas, mesmo sendo pessoas muito diferentes , eu sempre respeitava a todos.
O dia se estendeu e passei o dia inteiro na praia. Ao final da tarde chegaram mais gente na casa. O lugar já estava desorganizado e ficou ainda mais. Diz à lenda que teve almoço nesse dia, mas confesso que nem senti o cheiro. Alguns famintos se juntaram e compraram um peixe fresco e colocaram para assar na brasa. Uma três horas depois é que pude me deliciar com um "enorme" pedaço desse peixe.
Usávamos a casa pra "comer" e tomar banho. Aliás, tomar banho lá era outra guerra. Mais de vinte pessoas e um único banheiro, e cada um ficava no mínimo 40 mim. Eu mesmo fiquei meia hora tentando me lavar com aquela “conta gotas”. Parecia época de racionamento.
À noite fomos fazer um luau na praia. Como não tinha luz elétrica no povoado, muitos levaram lanternas e velas. Armaram uma grande fogueira e começou a cantoria. Muitos instrumentos, muitos sons, muitas vozes. Muito reggae e MPB. Nunca vi tanto rasta fari juntos. Tudo isso sob o céu mais lindo que eu já vi em toda minha vida. Podia ficar a vida inteira lá e não conseguiria contar todas as estrelas.
Ficamos horas lá. Apesar da dor nas costas aguentei firme. Cheguei até a tocar surdo (sabe Deus como). Já de madrugada, minha amiga e eu voltamos para a barraca, pois não agüentávamos mais. Segurando uma vela acesa, com muito custo, fomos desviando dos que dormiam na areia. Eu deitei e mais uma vez capotei de sono .
Coitadinha da minha amiga, foi dormir com fome. Ela não tão fã assim de peixe e recusou também meu Club Social sabor queijo.
A seguir... Revira-volta na história.
Dois dias de acampamento e muitas aventuras. Pronto, agora é só relaxar e aproveitar esse lindo lugar.
Acordei com fome e com dor nas costas, mas pelo menos os mosquitos me deram uma trégua. Como não apareceu nenhuma boa alma que me oferecesse um suculento café da manhã, novamente me contentei com um pacote de Club Social.
Um pouco mais tarde fui para a praia curtir a natureza e conhecer o pequeno povoado. Para variar tirei fotos de tudo. Fiquei com certa fama de anti-social com a turma da minha amiga. Na verdade estava tão empolgado em conhecer bem o lugar, que acabava me esquecendo de falar com as pessoas. As pessoas que não faziam questão de falar comigo eu, realmente, não dava bola de propósito. Mas, mesmo sendo pessoas muito diferentes , eu sempre respeitava a todos.
O dia se estendeu e passei o dia inteiro na praia. Ao final da tarde chegaram mais gente na casa. O lugar já estava desorganizado e ficou ainda mais. Diz à lenda que teve almoço nesse dia, mas confesso que nem senti o cheiro. Alguns famintos se juntaram e compraram um peixe fresco e colocaram para assar na brasa. Uma três horas depois é que pude me deliciar com um "enorme" pedaço desse peixe.
Usávamos a casa pra "comer" e tomar banho. Aliás, tomar banho lá era outra guerra. Mais de vinte pessoas e um único banheiro, e cada um ficava no mínimo 40 mim. Eu mesmo fiquei meia hora tentando me lavar com aquela “conta gotas”. Parecia época de racionamento.
À noite fomos fazer um luau na praia. Como não tinha luz elétrica no povoado, muitos levaram lanternas e velas. Armaram uma grande fogueira e começou a cantoria. Muitos instrumentos, muitos sons, muitas vozes. Muito reggae e MPB. Nunca vi tanto rasta fari juntos. Tudo isso sob o céu mais lindo que eu já vi em toda minha vida. Podia ficar a vida inteira lá e não conseguiria contar todas as estrelas.
Ficamos horas lá. Apesar da dor nas costas aguentei firme. Cheguei até a tocar surdo (sabe Deus como). Já de madrugada, minha amiga e eu voltamos para a barraca, pois não agüentávamos mais. Segurando uma vela acesa, com muito custo, fomos desviando dos que dormiam na areia. Eu deitei e mais uma vez capotei de sono .
Coitadinha da minha amiga, foi dormir com fome. Ela não tão fã assim de peixe e recusou também meu Club Social sabor queijo.
A seguir... Revira-volta na história.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 2
28/12/08 Ubatuba-SP Praia de Puruba
Estávamos todos bem. Eu acordei do porre sem dor de cabeça e meus companheiros estavam são e salvos. Segundo eles, na noite anterior, após varias tentativas frustradas de me tirarem do banheiro, eles simplesmente desistiram e foram todos para um luau na praia. Dizem que perdi um incrível céu estrelado. E enquanto eles se divertiam na praia de madrugada , eu roncava e era devorado pelos mosquitos ( esqueci do repelente ).
Quando acordei , o outro casal já tinha ido para a praia . Minha amiga e eu arrumamos nossas coisas e já deixamos quase tudo pronto. Ontem , quando chegamos , a dona do camping nos deu uma espécie de crachá com uma numeração para marcar a barraca, e tínhamos que devolver quando fossemos embora. Eu fiquei responsável, pois minha amiga disse que eu nunca iria perder. Coloquei o crachá no bolso por precaução .
Fomos então para praia com o intuito de curtir um pouco antes de partir, pois tínhamos ainda um longo caminho.
Só que essa praia tinha uma particularidade. Para chegar até ela é preciso atravessar um pequeno rio. Embora ele aparentasse ser raso, tinha um rapaz que fazia a travessia com uma canoa. Algumas pessoas, inclusive crianças, atravessavam andando mesmo. Mas a maioria esperava a canoa . Minha amiga não quis nem saber e voltou pra barraca. Eu fiquei curioso em conhecer a praia e perguntei pro rapaz da canoa se era de graça. Para minha surpresa era mesmo. Ele me informou que parava as 11:00 para almoçar e voltava 12:30. Nem me importei muito com isso porque sabia que estava cedo. Atravessei e fui logo para a praia. Ela era realmente linda e deserta . Encontrei com o casal que já estava voltando . Disse a eles que só ia tirar algumas fotos e que já voltava pra irmos botar o pé na estrada.
Depois de tirar várias fotos eu voltei e advinha? O cara da canoa já não estava mais lá. Pensei em esperar, mas ia demorar muito. E como muita gente estava atravessando o rio sem problemas eu também resolvi arriscar. E lá vou eu com a câmera na mão. No meio do caminho a coisa começou a ficar feia, fui afundando cada vez mais. Até que cheguei ao ponto da água bater no meu pescoço. Ergui as mãos com intuito de salvar a câmera, mas escorreguei e comecei a afundar mais. E quando achei que ia morrer pra salvar a câmera, apareceu uma pedra milagrosa , consegui pisar nela e sair dali. Com muito custo cheguei do outro lado com água até o pescoço literalmente. Feliz da vida por estar vivo e com a câmera ilesa voltei correndo para a barraca. Só que percebi que algo estava faltando. O bendito crachá que estava no meu bolso foi parar no fundo rio.
Já de volta a barraca , quando contei para o povo o que tinha acontecido , é claro que todos caíram na risada. Então sem pensar muito arrumamos as últimas coisas rapidinho, nos despedimos do pessoal que conhecemos ontem e fugimos do camping sem falar com a dona .A viagem continua. Voltamos para a rodovia pegamos um ônibus com destino a divisa do estado. Agora, já no Rio de Janeiro, temos que pegar outro ônibus até o porto de Paraty - Mirim. Ao contrário do 1º ônibus, ficamos esperando um tempão ele passar. Exatos 145 minutos depois ele resolveu aparecer. Coincidentemente, nesse bendito ônibus, minha amiga encontrou com uma colega dela de São Paulo que ia passar o réveillon em Paraty, só que ela ficaria no centro da cidade. Minha amiga pegou o telefone dela e cada um seguiu seu rumo. Chegamos ao porto quase 18:00hs e uma chuva se armava no céu. Pegamos um pequeno barco e seguimos para a Praia do Pouso da Cajaiba. Eram aproximadamente 50 min. de viagem até essa praia. Todos ficaram morrendo de medo da chuva e da maré alta, enquanto eu tirava fotos tranquilamente durante toda a viagem.Enfim chegamos ao nosso destino final com um total de 26 horas de atraso. E que lugar lindo era aquele. Senti-me no seriado LOST. A Praia não era grande, mas aquela areia amarelada e água verde claro me deixaram completamente perplexo.Chegando à casa onde ficaríamos levei um susto com a quantidade de pessoas. Minha amiga me apresentou a, no mínimo umas 12 pessoas. E é claro que não decorei o nome de ninguém. Ficamos acampados num terreno que fica ao lado da casa. Como lá na casa estava uma zona achei que não ia rolar um rango. Não demorou muito e já escureceu, eu estava tão cansado que dei só uma volta na praia e fui para a barraca. Antes de desmaiar de sono me contentei com um pacote salvador de Club Social .
Continua ...
Estávamos todos bem. Eu acordei do porre sem dor de cabeça e meus companheiros estavam são e salvos. Segundo eles, na noite anterior, após varias tentativas frustradas de me tirarem do banheiro, eles simplesmente desistiram e foram todos para um luau na praia. Dizem que perdi um incrível céu estrelado. E enquanto eles se divertiam na praia de madrugada , eu roncava e era devorado pelos mosquitos ( esqueci do repelente ).
Quando acordei , o outro casal já tinha ido para a praia . Minha amiga e eu arrumamos nossas coisas e já deixamos quase tudo pronto. Ontem , quando chegamos , a dona do camping nos deu uma espécie de crachá com uma numeração para marcar a barraca, e tínhamos que devolver quando fossemos embora. Eu fiquei responsável, pois minha amiga disse que eu nunca iria perder. Coloquei o crachá no bolso por precaução .
Fomos então para praia com o intuito de curtir um pouco antes de partir, pois tínhamos ainda um longo caminho.
Só que essa praia tinha uma particularidade. Para chegar até ela é preciso atravessar um pequeno rio. Embora ele aparentasse ser raso, tinha um rapaz que fazia a travessia com uma canoa. Algumas pessoas, inclusive crianças, atravessavam andando mesmo. Mas a maioria esperava a canoa . Minha amiga não quis nem saber e voltou pra barraca. Eu fiquei curioso em conhecer a praia e perguntei pro rapaz da canoa se era de graça. Para minha surpresa era mesmo. Ele me informou que parava as 11:00 para almoçar e voltava 12:30. Nem me importei muito com isso porque sabia que estava cedo. Atravessei e fui logo para a praia. Ela era realmente linda e deserta . Encontrei com o casal que já estava voltando . Disse a eles que só ia tirar algumas fotos e que já voltava pra irmos botar o pé na estrada.
Depois de tirar várias fotos eu voltei e advinha? O cara da canoa já não estava mais lá. Pensei em esperar, mas ia demorar muito. E como muita gente estava atravessando o rio sem problemas eu também resolvi arriscar. E lá vou eu com a câmera na mão. No meio do caminho a coisa começou a ficar feia, fui afundando cada vez mais. Até que cheguei ao ponto da água bater no meu pescoço. Ergui as mãos com intuito de salvar a câmera, mas escorreguei e comecei a afundar mais. E quando achei que ia morrer pra salvar a câmera, apareceu uma pedra milagrosa , consegui pisar nela e sair dali. Com muito custo cheguei do outro lado com água até o pescoço literalmente. Feliz da vida por estar vivo e com a câmera ilesa voltei correndo para a barraca. Só que percebi que algo estava faltando. O bendito crachá que estava no meu bolso foi parar no fundo rio.
Já de volta a barraca , quando contei para o povo o que tinha acontecido , é claro que todos caíram na risada. Então sem pensar muito arrumamos as últimas coisas rapidinho, nos despedimos do pessoal que conhecemos ontem e fugimos do camping sem falar com a dona .A viagem continua. Voltamos para a rodovia pegamos um ônibus com destino a divisa do estado. Agora, já no Rio de Janeiro, temos que pegar outro ônibus até o porto de Paraty - Mirim. Ao contrário do 1º ônibus, ficamos esperando um tempão ele passar. Exatos 145 minutos depois ele resolveu aparecer. Coincidentemente, nesse bendito ônibus, minha amiga encontrou com uma colega dela de São Paulo que ia passar o réveillon em Paraty, só que ela ficaria no centro da cidade. Minha amiga pegou o telefone dela e cada um seguiu seu rumo. Chegamos ao porto quase 18:00hs e uma chuva se armava no céu. Pegamos um pequeno barco e seguimos para a Praia do Pouso da Cajaiba. Eram aproximadamente 50 min. de viagem até essa praia. Todos ficaram morrendo de medo da chuva e da maré alta, enquanto eu tirava fotos tranquilamente durante toda a viagem.Enfim chegamos ao nosso destino final com um total de 26 horas de atraso. E que lugar lindo era aquele. Senti-me no seriado LOST. A Praia não era grande, mas aquela areia amarelada e água verde claro me deixaram completamente perplexo.Chegando à casa onde ficaríamos levei um susto com a quantidade de pessoas. Minha amiga me apresentou a, no mínimo umas 12 pessoas. E é claro que não decorei o nome de ninguém. Ficamos acampados num terreno que fica ao lado da casa. Como lá na casa estava uma zona achei que não ia rolar um rango. Não demorou muito e já escureceu, eu estava tão cansado que dei só uma volta na praia e fui para a barraca. Antes de desmaiar de sono me contentei com um pacote salvador de Club Social .
Continua ...
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