Calma gente , dessa vez não aconteceu nada demais . Simplesmente estou triste porque não vou ver a cerimonia do Oscar esse ano . Depois de 13 anos acompanhando fielmente o Oscar , agora terei que me contentar com a reprise .
Nos ultimos 4 anos o Oscar foi apresentado no último domingo do mês de fevereiro. Em 2009 o bendito Carnaval calhou de cair na mesma semana do Oscar . Agora imagina meu conflito interno , curtir as folgas do carnaval ou assistir ao Oscar ? Tentei arranjar um jeito de conciliar as duas coisas mas infelizmente não deu . Tudo bem que vou viajar e curtir bastante , mas cinéfilo feliz é aquele que confere ao vivo se seus palpites no Oscar .
Vou deixar aqui minhas escolhas e se alguém tiver interesse em conferir fique a vontade . Essa tarefa é para aqueles que não gostam de carnaval , amam cinema , vão ficar chocando jácaré em casa , e vão assistir ao Oscar no sofá de pijama .
Melhor Filme
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( vence fácil )
* Frost/Nixon
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Milk - A Voz da Liberdade
* O Leitor
Melhor diretor
* David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Ron Howard - Frost/Nixon
* Gus Van Sant - Milk - A Voz da Liberdade
* Stephen Daldry - O Leitor
* Danny Boyle - Quem Quer Ser Um Milionário? ( vence fácil )
Melhor ator
* Mickey Rourke - O Lutador ( ele merece e vai ganhar )
* Sean Penn - Milk - A Voz da Liberdade
* Frank Langella – Frost/Nixon
* Brad Pitt - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Richard Jenkins - The visitor
Melhor atriz
* Meryl Streep – Dúvida ( agora vai Meryl )
* Kate Winslet – O Leitor
* Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
* Angelina Jolie – A Troca
* Melissa Leo - Rio Congelado
Melhor ator coadjuvante
* Heath Ledger - Batman – O Cavaleiro das Trevas ( inquestionável e inesquecível )
* Josh Brolin - Milk - A Voz da Liberdade
* Robert Downey Jr. - Trovão Tropical
* Philip Seymour Hoffman - Dúvida
* Michael Shannon - Foi Apenas um Sonho
Melhor atriz coadjuvante
* Amy Adams - Dúvida
* Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona ( esse ta dificil , mas a espanhola ganha)
* Viola Davis - Dúvida
* Taraji P. Henson - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Marisa Tomei - O Lutador
Melhor Animação Longa-Metragem
* Bolt - Supercão
* Kung Fu Panda
* Wall-E ( se não ganhar vai ser a maior injustiça de todas )
Melhor Roteiro Adaptado
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Dúvida
* Frost/Nixon
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( filmaço , merece muito)
Melhor Roteiro Original
* Rio Congelado
* Simplesmente Feliz
* Na Mira do Chefe
* Milk - A Voz da Liberdade ( sempre acerto esse , mas esse ano é chute )
* Wall-E
Melhor Direção de Arte
* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button ( imbatível trabalho de produção )
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* A Duquesa
* Foi Apenas um Sonho
Melhor Fotografia
* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( ganha fácil esse também )
Melhor Figurino
* Austrália
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* A Duquesa ( filme de época sempre ganha )
* Milk - A Voz da Liberdade
* Foi Apenas um Sonho
Melhor Filme Estrangeiro
* The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)
* Entre os Muros da Escola (Entre les Murs - França)
* Okuribito (Japão)
* Revanche (Áustria)
* Waltz with Bashir (Israel) ( chute no favorito )
Melhor Documentário
* The Betrayal (Nerakhoon)
* Encounters at the End of the World
* The Garden
* Man on Wire ( mais um chute no favorito )
* Trouble the Water
Melhor Documentário Curta-Metragem
* The Conscience of Nhem En
* The Final Inch
* Smile Pinki
* The Witness ( chute de olhos vendados)
* From the Balcony of Room 306
Melhor Montagem
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Frost/Nixon
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( esse também merece )
Melhor Maquiagem
* O Curioso Caso de Benjamin Button ( a maquiagem é a alma do filme )
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Hellboy II - O Exército Dourado
Trilha Sonora Original
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Defiance
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( trilha muito envolvente )
* Wall-E
Melhor Canção Original
* "Down to Earth" - Wall-E
* "Jai Ho" - Quem Quer Ser Um Milionário?
* "O Saya" - Quem Quer Ser Um Milionário? ( chute no escuro )
Melhor Curta Animado
* La Maison en Petits Cubes
* Lavatory - Lovestory
* Oktapodi
* Presto ( mais um chute )
* This Way up
Melhor Curta Live-Action
* Auf Der Strecke (On the Line)
* Manon on the Asphalt ( gostei do nome , então , mais um chute )
* New Boy
* The Pig
* Spielzeugland (Toyland)
Melhor Edição de Som
* Batman – O Cavaleiro das Trevas ( merece demais )
* Homem de Ferro
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E
* O Procurado
Melhor Mixagem de Som
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E ( é também a alma do filme )
* O Procurado
Efeitos Especiais
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas ( merece muito mais )
* Homem de Ferro
sábado, 21 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 6 e Final
01/01/2009 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
A primeira coisa que fiz quando acordei foi perguntar quem tinha me atropelado. O que sobrou de mim tentava com muito esforço levantar e ver a luz do 1º dia do ano.
Do nosso quarteto, eu não fui o ultimo a levantar, o menino ainda continuava roncando na barraca.
A nossa barraca estava bem próxima do camping que ficamos na noite anterior. Como eles não tinham controle de quem estava acampando lá ou não, aproveitei e tomei uma ducha de graça. Quando voltei, o casalzinho estava no maior "Love" dentro d'água. Achei aquilo muito legal, por enfim vi que minha amiga parecia estar muito feliz. Essa nossa viajem surpreendentemente fez com que eles se reaproximassem. Propositalmente não mencionei que o menino não era filho da minha amiga . Na verdade ele nasceu de um casamento anterior do marido dela. E por ironia do destino, mesmo com anos de relacionamento do casal, minha amiga nunca tinha encontrado o menino.
Pouco depois fomos arranjar um lugar para comer. Levantamos a barraca pela ultima vez, pegamos o carro e fomos para o centro. Como ainda estava cedo para almoçar e a grana estava curta ainda, resolvemos ir numa padaria. O lugar estava cheio e eu tive que enfrentar uma fila imensa para pegar a ficha no caixa. Vinte minutos depois eu fui atendido. Pedi 10 pães, 500 gramas de mortadela e uma coca de 2L. Quando fui para o balcão, uma muvuca de adolescentes atrapalhava o atendimento. Devido a isso fiquei mais uns 15 minutos esperando . Então finalmente pegaram minha ficha, me deram a coca e em seguida me questionaram: “Acabou o pão, não te avisaram?”. Respondi educadamente que se tivessem me avisado eu não tinha permanecido na fila 45 minutos. Informaram-me que iria demorar mais 40 minutos para fazer os pães. Não pensei muito, disse que queria meu dinheiro de volta. Voltei ao caixa e ele me perguntou se eu ia devolver tudo. Nesse momento eu percebi que ainda estava segurando a sacola com a Coca. Vou devolver tudo, disse ao rapaz, que logo devolveu meu dinheiro sem questionar mais nada. Calculista ao extremo sai da padaria contente de ter esperado 45 minutos, para ganhar uma Coca de 2 l de graça. Duas quadras adiante tinham outra padaria que nos atendeu muito bem.
Com a barriga cheia resolvemos dar o ultimo passeio na cidade. Resolvemos conhecer o Hospital de Paraty, pois menino ainda sofria com as dores do corte no pé. Ele acabou saindo do hospital com uma benzetacil , uma antitetânica e um curativo enorme . Depois do hospital decidimos voltar para São Paulo.
Passamos numa cachoeira sem graça antes, se é que aquilo pode ser chamado de cachoeira. Depois de toda aquela aventura, fiquei realmente exigente. Mas ir embora e ver por ultimo aquela cachoeirinha seria muito triste.
Até que voltamos para a rodovia Rio-Santos sentido Ubatuba. Minha amiga teve uma grande idéia. Iríamos passar por ultimo em Trindade.
É uma experiência incrível passar por aquele lugar. Água cristalina, areia branca, rochas e ondas inexplicáveis. Uma pena não termos ficado muito tempo lá. Para chegar à praia é bastante complicado, depois que saímos da rodovia subimos um morro enorme, parecia que a praia ficava no alto da montanha. Achei que aquele gol 1.0 não ia agüentar o tranco. Chegando enfim ao topo da montanha podemos ver aquela vista maravilhosa, dai foi só descer até a praia. Não canso de elogiar aquele lugar, e com certeza voltarei lá em outra oportunidade. Já no fim da tarde pegamos o carro e voltamos para a estrada .
Resolvemos deixar para abastecer na estrada porque na cidade o preço da gasolina estava altíssimo. Quando voltamos para a estrada estranhamos muito o fato de não haver transito algum. Num ritmo muito bom, achamos que chegaríamos umas 22h00 em São Paulo. Mas isso não durou muito, dez minutos depois a pista ficou completamente parada. E pior, a gasolina estava acabando e não aparecia um posto "salvador”. Por meia hora ficamos naquela fila imensa de carros. Até que um “esperto” resolveu cortar os carros pelo acostamento. Outros três carros fizeram o mesmo em seguida. Então nosso motorista nem pensou muito e foi logo atrás deles. Era engraçado ver a maioria respeitando o transito e parado, e agente ultrapassando todo mundo. Mas alguns quilômetros depois à “pista” do acostamento também parou. Um cidadão humilde dirigindo uma Hilux e que também estava no acostamento não deixava ninguém passar. Ele dirigia a 10 km/h e segurava uma latinha de Skol. Não foram poucos os chingamentos e as buzinadas para esse cidadão. Ele nem se importou e continuou nesse mesmo ritmo por um tempão. Até aparecer um Posto da Policia Rodoviária em frente, o cidadão muito sensato saiu do acostamento e voltou para a pista certa. Os carros que estavam atrás da Hilux também fizeram o mesmo. Mas nosso motorista, destemido e audacioso, e com medo de ficar sem gasolina, pisou no acelerador e seguiu pelo acostamento. Quase tive um infarto nessa hora. Imaginei-me ligando para minha mãe avisando que estava preso no Rio de Janeiro. Realmente foi um ato irresponsável , mas foi a nossa salvação .
Conseguimos atravessar a divisa do estado numa boa e chegamos a Ubatuba rapidamente. Aproveitamos e finalmente reabastecemos. Mas assim que voltamos para a estrada começou a chover forte e a noite também chegou. O nosso motorista sentiu falta dos óculos, não sabia onde tinha colocado. Paramos novamente num posto de gasolina para procurar, porque não tinha condições de continuar sem eles. Ele lembrou que tinha deixado na barraca de manhã. O filho dele é quem a dobrou e guardou , mas não olhou direito se tinha alguma coisa dentro. Depois de muito procurar achamos os óculos “levemente” amassados no fundo da barraca. Já que não tinha outro (nem óculos, nem motorista), seguimos viagem assim mesmo.
Inventamos de cortar caminho pela Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), pois sabíamos que chegando a Caraguatatuba pegaríamos transito com certeza. Então ao invés de seguir pelo litoral pegamos essa rodovia sentido Taubaté até chegar à Dutra. Mas o que era para ser uma subida tranqüila pela serra quase acaba em tragédia. Essa rodovia passa pelo Parque Estadual da Serra do Mar e não existe iluminação alguma. E nosso motorista quase cego ia bem devagar, pois a pista estava escorregadia e chovia bastante. A subida da serra não acabava nunca e o nosso medo crescia na mesmo proporção.
Quando eu parecia estar acostumado com a situação, o carro simplesmente derrapou e foi para fora da pista. Achei que minha história ia acabar ali mesmo. Mas por sorte nosso habilidoso motorista freou antes de batermos e evitou o carro cair serra a baixo. Nunca agradeci tanto por estar vivo.
Depois desse baita susto seguimos a serra e chegamos são e salvos a Taubaté. Daí foi só chegar a Dutra e seguir direto para São Paulo.
Foi um final de aventura eletrizante. Novas amizades foram feitas, novos laços foram criados, e principalmente, relacionamentos fortalecidos. Todos estavam satisfeitos com o desfecho dessa grande jornada.
Era quase meia noite quando me deixaram em casa. Despedi-me de todos rapidamente, pois chovia bastante, agradeci por toda essa experiência que eles ajudaram a proporcionar. Minha amiga também me agradeceu e disse que minha presença foi fundamental para que tudo ocorresse bem.
Quando entrei em casa a primeira coisa que falei para minha mãe foi: “Eu quero arroz e feijão!”.
Fim
A primeira coisa que fiz quando acordei foi perguntar quem tinha me atropelado. O que sobrou de mim tentava com muito esforço levantar e ver a luz do 1º dia do ano.
Do nosso quarteto, eu não fui o ultimo a levantar, o menino ainda continuava roncando na barraca.
A nossa barraca estava bem próxima do camping que ficamos na noite anterior. Como eles não tinham controle de quem estava acampando lá ou não, aproveitei e tomei uma ducha de graça. Quando voltei, o casalzinho estava no maior "Love" dentro d'água. Achei aquilo muito legal, por enfim vi que minha amiga parecia estar muito feliz. Essa nossa viajem surpreendentemente fez com que eles se reaproximassem. Propositalmente não mencionei que o menino não era filho da minha amiga . Na verdade ele nasceu de um casamento anterior do marido dela. E por ironia do destino, mesmo com anos de relacionamento do casal, minha amiga nunca tinha encontrado o menino.
Pouco depois fomos arranjar um lugar para comer. Levantamos a barraca pela ultima vez, pegamos o carro e fomos para o centro. Como ainda estava cedo para almoçar e a grana estava curta ainda, resolvemos ir numa padaria. O lugar estava cheio e eu tive que enfrentar uma fila imensa para pegar a ficha no caixa. Vinte minutos depois eu fui atendido. Pedi 10 pães, 500 gramas de mortadela e uma coca de 2L. Quando fui para o balcão, uma muvuca de adolescentes atrapalhava o atendimento. Devido a isso fiquei mais uns 15 minutos esperando . Então finalmente pegaram minha ficha, me deram a coca e em seguida me questionaram: “Acabou o pão, não te avisaram?”. Respondi educadamente que se tivessem me avisado eu não tinha permanecido na fila 45 minutos. Informaram-me que iria demorar mais 40 minutos para fazer os pães. Não pensei muito, disse que queria meu dinheiro de volta. Voltei ao caixa e ele me perguntou se eu ia devolver tudo. Nesse momento eu percebi que ainda estava segurando a sacola com a Coca. Vou devolver tudo, disse ao rapaz, que logo devolveu meu dinheiro sem questionar mais nada. Calculista ao extremo sai da padaria contente de ter esperado 45 minutos, para ganhar uma Coca de 2 l de graça. Duas quadras adiante tinham outra padaria que nos atendeu muito bem.
Com a barriga cheia resolvemos dar o ultimo passeio na cidade. Resolvemos conhecer o Hospital de Paraty, pois menino ainda sofria com as dores do corte no pé. Ele acabou saindo do hospital com uma benzetacil , uma antitetânica e um curativo enorme . Depois do hospital decidimos voltar para São Paulo.
Passamos numa cachoeira sem graça antes, se é que aquilo pode ser chamado de cachoeira. Depois de toda aquela aventura, fiquei realmente exigente. Mas ir embora e ver por ultimo aquela cachoeirinha seria muito triste.
Até que voltamos para a rodovia Rio-Santos sentido Ubatuba. Minha amiga teve uma grande idéia. Iríamos passar por ultimo em Trindade.
É uma experiência incrível passar por aquele lugar. Água cristalina, areia branca, rochas e ondas inexplicáveis. Uma pena não termos ficado muito tempo lá. Para chegar à praia é bastante complicado, depois que saímos da rodovia subimos um morro enorme, parecia que a praia ficava no alto da montanha. Achei que aquele gol 1.0 não ia agüentar o tranco. Chegando enfim ao topo da montanha podemos ver aquela vista maravilhosa, dai foi só descer até a praia. Não canso de elogiar aquele lugar, e com certeza voltarei lá em outra oportunidade. Já no fim da tarde pegamos o carro e voltamos para a estrada .
Resolvemos deixar para abastecer na estrada porque na cidade o preço da gasolina estava altíssimo. Quando voltamos para a estrada estranhamos muito o fato de não haver transito algum. Num ritmo muito bom, achamos que chegaríamos umas 22h00 em São Paulo. Mas isso não durou muito, dez minutos depois a pista ficou completamente parada. E pior, a gasolina estava acabando e não aparecia um posto "salvador”. Por meia hora ficamos naquela fila imensa de carros. Até que um “esperto” resolveu cortar os carros pelo acostamento. Outros três carros fizeram o mesmo em seguida. Então nosso motorista nem pensou muito e foi logo atrás deles. Era engraçado ver a maioria respeitando o transito e parado, e agente ultrapassando todo mundo. Mas alguns quilômetros depois à “pista” do acostamento também parou. Um cidadão humilde dirigindo uma Hilux e que também estava no acostamento não deixava ninguém passar. Ele dirigia a 10 km/h e segurava uma latinha de Skol. Não foram poucos os chingamentos e as buzinadas para esse cidadão. Ele nem se importou e continuou nesse mesmo ritmo por um tempão. Até aparecer um Posto da Policia Rodoviária em frente, o cidadão muito sensato saiu do acostamento e voltou para a pista certa. Os carros que estavam atrás da Hilux também fizeram o mesmo. Mas nosso motorista, destemido e audacioso, e com medo de ficar sem gasolina, pisou no acelerador e seguiu pelo acostamento. Quase tive um infarto nessa hora. Imaginei-me ligando para minha mãe avisando que estava preso no Rio de Janeiro. Realmente foi um ato irresponsável , mas foi a nossa salvação .
Conseguimos atravessar a divisa do estado numa boa e chegamos a Ubatuba rapidamente. Aproveitamos e finalmente reabastecemos. Mas assim que voltamos para a estrada começou a chover forte e a noite também chegou. O nosso motorista sentiu falta dos óculos, não sabia onde tinha colocado. Paramos novamente num posto de gasolina para procurar, porque não tinha condições de continuar sem eles. Ele lembrou que tinha deixado na barraca de manhã. O filho dele é quem a dobrou e guardou , mas não olhou direito se tinha alguma coisa dentro. Depois de muito procurar achamos os óculos “levemente” amassados no fundo da barraca. Já que não tinha outro (nem óculos, nem motorista), seguimos viagem assim mesmo.
Inventamos de cortar caminho pela Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), pois sabíamos que chegando a Caraguatatuba pegaríamos transito com certeza. Então ao invés de seguir pelo litoral pegamos essa rodovia sentido Taubaté até chegar à Dutra. Mas o que era para ser uma subida tranqüila pela serra quase acaba em tragédia. Essa rodovia passa pelo Parque Estadual da Serra do Mar e não existe iluminação alguma. E nosso motorista quase cego ia bem devagar, pois a pista estava escorregadia e chovia bastante. A subida da serra não acabava nunca e o nosso medo crescia na mesmo proporção.
Quando eu parecia estar acostumado com a situação, o carro simplesmente derrapou e foi para fora da pista. Achei que minha história ia acabar ali mesmo. Mas por sorte nosso habilidoso motorista freou antes de batermos e evitou o carro cair serra a baixo. Nunca agradeci tanto por estar vivo.
Depois desse baita susto seguimos a serra e chegamos são e salvos a Taubaté. Daí foi só chegar a Dutra e seguir direto para São Paulo.
Foi um final de aventura eletrizante. Novas amizades foram feitas, novos laços foram criados, e principalmente, relacionamentos fortalecidos. Todos estavam satisfeitos com o desfecho dessa grande jornada.
Era quase meia noite quando me deixaram em casa. Despedi-me de todos rapidamente, pois chovia bastante, agradeci por toda essa experiência que eles ajudaram a proporcionar. Minha amiga também me agradeceu e disse que minha presença foi fundamental para que tudo ocorresse bem.
Quando entrei em casa a primeira coisa que falei para minha mãe foi: “Eu quero arroz e feijão!”.
Fim
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 5
Chegou a hora da grande virada na trama. O momento em que tudo fica mais claro, ou melhor, o momento surpresa. Confesso a todos que omiti uma parte da história, parte esta que é de fundamental importância para entender todo o contexto dessa viagem maluca.
Darei agora alguns detalhes do passado que serviram de guia para aqueles que estão acompanhando essa saga desde o início .Essa minha amiga era casada com um sujeito durante alguns anos, mas eles se separaram, pouco antes dessa viagem. Mas nesse tempo de separação sempre se deram bem. Apesar de ser amigo dela há muito tempo, nunca tinha o encontrado. Ela me confessou que ele sempre teve ciúmes da nossa amizade. E quando ela disse a ele que me convidou para viajar, tratou de dizer que eu estava interessado numa outra amiga dela, que também ia conosco (que mentira).
Agora já posso continuar...
31/12/2008 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
Eu dormi feito uma pedra, ao contrário da minha amiga. Durante a madrugada ela ficou trocando mensagens com uma pessoa. No começo achei que ela finalmente tinha se comunicado com a colega dela que estava também em Paraty. Mas na verdade ela falava com o ex-marido que estava em São Paulo. Ela contou toda nossa aventura e nossa preocupação com o fim da grana. Ele não pensou duas vezes e resolveu vir-nos "salvar”. Ele então pegou o carro e foi ao nosso encontro. Acontece que ele não foi sozinho. Ele estava passando o fim de Ano com o filho adolescente em São Paulo . Para não ficar um clima estranho minha amiga pediu que ele levasse o filho junto. Ele dirigiu por mais de 6 horas, durante a madrugada, até finalmente chegar a Paraty.
Quando acordei de manhã, minha amiga só me avisou: “Eles chegaram e estão na praia, to indo lá”. Só me lembro de ter falado que tudo bem e voltei a dormir.
Horas depois voltei a acordar e estava bastante preocupado com a situação. Novamente omiti um fato muito importante. Anos atrás eu tive um affair com essa minha amiga, durante uma breve separação dela com o marido. E por incrível que pareça, mesmo com tudo acabado entre nós, ela contou para o marido quando eles reataram. Imagina minha situação , estava morrendo de medo de encontrar com ele . Qual seria minha reação ou qual seria a dele a me ver cara a cara? Ensaie umas mil vezes para sair da barraca.
Me enchi de coragem e resolvi ir para a praia e ver onde aquilo ia dar. Andei pela praia e não os avistei. Fiquei até um pouco aliviado. Mas não teve jeito ,eles me viram. Fui ao encontro deles super constrangido. Mas aparentemente correu tudo bem. Fomos apresentados "formalmente" e até rimos da situação. Conheci também o filho ,que acordou depois de dormir bastante no banco de trás do carro.
Depois de curtir bastante a praia resolvemos ir para o centro e almoçar. Voltamos para o mesmo restaurante de ontem, mas o preço mudou, agora era R$ 15,00. Mesmo chorando para o dono ele não deu desconto. E por falta de comunicação minha amiga acabou pedindo o prato mais caro. Acabamos pagando quase vinte reais a mais.
Fomos depois para a praia Pontal que é a mais movimentada da cidade. A essa altura estávamos bem enturmados. Essa praia tinha varias pedras de baixo d'água e acabou machucando todo mundo. Mas o menino é que teve pior sorte, cortou feio a sola do pé.
No fim da tarde voltamos para o acampamento, arrumamos nossas coisas, guardamos a barraca, tomamos o ultimo banho do ano e partimos antes de vencer a diária.
Desistimos de vez de procurar a colega da minha amiga e decidimos ficar no centro histórico até a hora da virada.
Ficamos nós três (quem diria) passeando pelo centro a noite, pois o menino ficou no carro dormindo e com o pé machucado.
Depois de passear por todo o centro, tomar cerveja, batidas, voltamos para o carro, pois já estava próximo da meia-noite. Pegamos o menino e fomos todos para a Praia Pontal, onde teria Show e queima de fogos. Curtimos bastante o Show, tinha bateria de uma escola de samba (não me lembro qual). Começou a contagem regressiva... 5,4,3,2,1 ...feliz 2009 !!!!! Muita gente, muitos fogos, muitos abraços...
Todos muito felizes. Depois de tudo que já tinha bebido ainda tomei uma garrafa de vinho praticamente sozinho. O menino foi o primeiro a desistir e voltar para o carro, ele não aguentou, pois alguém pisou no pé dele, exatamente naquele do corte.
O casal também não durou muito e pouco depois também foram para o carro. E eu? Bem, estava tão empolgado com a música, dançando feito um louco, nem vi o tempo passar. Quando me dei conta estava no meio de umas italianas (eu acho que falavam italiano) dançando e pra lá de bêbado. Uma delas me agarrou (confesso que gostei) e me deu um super beijo. Até aí eu me lembro muito bem. Vou ficar devendo pra vocês o que ocorreu nas 3 horas seguintes, sinceramente não me lembro. Quando me dei por mim, estava de volta no centro histórico dançando atrás de um bloco. Quase amanhecendo é que voltei para o carro.
Minha amiga quis me matar porque eu tinha demorado muito e não atendia o celular. Pegamos o carro e voltamos para a Praia de Jabaquara. Eles tiveram a idéia louca de acampar na praia mesmo. Eu estava tão cansado que nem vi montarem a barraca, capotei no carro mesmo. Minutos depois minha amiga me acordou e me levou pra lá. E que cena mais engraçada, nos quatro na mesma barraca. Era uma super barraca que o cara tinha levado. Mal entrei e desmaiei de vez.
Não percam o capítulo final...
Darei agora alguns detalhes do passado que serviram de guia para aqueles que estão acompanhando essa saga desde o início .Essa minha amiga era casada com um sujeito durante alguns anos, mas eles se separaram, pouco antes dessa viagem. Mas nesse tempo de separação sempre se deram bem. Apesar de ser amigo dela há muito tempo, nunca tinha o encontrado. Ela me confessou que ele sempre teve ciúmes da nossa amizade. E quando ela disse a ele que me convidou para viajar, tratou de dizer que eu estava interessado numa outra amiga dela, que também ia conosco (que mentira).
Agora já posso continuar...
31/12/2008 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
Eu dormi feito uma pedra, ao contrário da minha amiga. Durante a madrugada ela ficou trocando mensagens com uma pessoa. No começo achei que ela finalmente tinha se comunicado com a colega dela que estava também em Paraty. Mas na verdade ela falava com o ex-marido que estava em São Paulo. Ela contou toda nossa aventura e nossa preocupação com o fim da grana. Ele não pensou duas vezes e resolveu vir-nos "salvar”. Ele então pegou o carro e foi ao nosso encontro. Acontece que ele não foi sozinho. Ele estava passando o fim de Ano com o filho adolescente em São Paulo . Para não ficar um clima estranho minha amiga pediu que ele levasse o filho junto. Ele dirigiu por mais de 6 horas, durante a madrugada, até finalmente chegar a Paraty.
Quando acordei de manhã, minha amiga só me avisou: “Eles chegaram e estão na praia, to indo lá”. Só me lembro de ter falado que tudo bem e voltei a dormir.
Horas depois voltei a acordar e estava bastante preocupado com a situação. Novamente omiti um fato muito importante. Anos atrás eu tive um affair com essa minha amiga, durante uma breve separação dela com o marido. E por incrível que pareça, mesmo com tudo acabado entre nós, ela contou para o marido quando eles reataram. Imagina minha situação , estava morrendo de medo de encontrar com ele . Qual seria minha reação ou qual seria a dele a me ver cara a cara? Ensaie umas mil vezes para sair da barraca.
Me enchi de coragem e resolvi ir para a praia e ver onde aquilo ia dar. Andei pela praia e não os avistei. Fiquei até um pouco aliviado. Mas não teve jeito ,eles me viram. Fui ao encontro deles super constrangido. Mas aparentemente correu tudo bem. Fomos apresentados "formalmente" e até rimos da situação. Conheci também o filho ,que acordou depois de dormir bastante no banco de trás do carro.
Depois de curtir bastante a praia resolvemos ir para o centro e almoçar. Voltamos para o mesmo restaurante de ontem, mas o preço mudou, agora era R$ 15,00. Mesmo chorando para o dono ele não deu desconto. E por falta de comunicação minha amiga acabou pedindo o prato mais caro. Acabamos pagando quase vinte reais a mais.
Fomos depois para a praia Pontal que é a mais movimentada da cidade. A essa altura estávamos bem enturmados. Essa praia tinha varias pedras de baixo d'água e acabou machucando todo mundo. Mas o menino é que teve pior sorte, cortou feio a sola do pé.
No fim da tarde voltamos para o acampamento, arrumamos nossas coisas, guardamos a barraca, tomamos o ultimo banho do ano e partimos antes de vencer a diária.
Desistimos de vez de procurar a colega da minha amiga e decidimos ficar no centro histórico até a hora da virada.
Ficamos nós três (quem diria) passeando pelo centro a noite, pois o menino ficou no carro dormindo e com o pé machucado.
Depois de passear por todo o centro, tomar cerveja, batidas, voltamos para o carro, pois já estava próximo da meia-noite. Pegamos o menino e fomos todos para a Praia Pontal, onde teria Show e queima de fogos. Curtimos bastante o Show, tinha bateria de uma escola de samba (não me lembro qual). Começou a contagem regressiva... 5,4,3,2,1 ...feliz 2009 !!!!! Muita gente, muitos fogos, muitos abraços...
Todos muito felizes. Depois de tudo que já tinha bebido ainda tomei uma garrafa de vinho praticamente sozinho. O menino foi o primeiro a desistir e voltar para o carro, ele não aguentou, pois alguém pisou no pé dele, exatamente naquele do corte.
O casal também não durou muito e pouco depois também foram para o carro. E eu? Bem, estava tão empolgado com a música, dançando feito um louco, nem vi o tempo passar. Quando me dei conta estava no meio de umas italianas (eu acho que falavam italiano) dançando e pra lá de bêbado. Uma delas me agarrou (confesso que gostei) e me deu um super beijo. Até aí eu me lembro muito bem. Vou ficar devendo pra vocês o que ocorreu nas 3 horas seguintes, sinceramente não me lembro. Quando me dei por mim, estava de volta no centro histórico dançando atrás de um bloco. Quase amanhecendo é que voltei para o carro.
Minha amiga quis me matar porque eu tinha demorado muito e não atendia o celular. Pegamos o carro e voltamos para a Praia de Jabaquara. Eles tiveram a idéia louca de acampar na praia mesmo. Eu estava tão cansado que nem vi montarem a barraca, capotei no carro mesmo. Minutos depois minha amiga me acordou e me levou pra lá. E que cena mais engraçada, nos quatro na mesma barraca. Era uma super barraca que o cara tinha levado. Mal entrei e desmaiei de vez.
Não percam o capítulo final...
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