Calma gente , dessa vez não aconteceu nada demais . Simplesmente estou triste porque não vou ver a cerimonia do Oscar esse ano . Depois de 13 anos acompanhando fielmente o Oscar , agora terei que me contentar com a reprise .
Nos ultimos 4 anos o Oscar foi apresentado no último domingo do mês de fevereiro. Em 2009 o bendito Carnaval calhou de cair na mesma semana do Oscar . Agora imagina meu conflito interno , curtir as folgas do carnaval ou assistir ao Oscar ? Tentei arranjar um jeito de conciliar as duas coisas mas infelizmente não deu . Tudo bem que vou viajar e curtir bastante , mas cinéfilo feliz é aquele que confere ao vivo se seus palpites no Oscar .
Vou deixar aqui minhas escolhas e se alguém tiver interesse em conferir fique a vontade . Essa tarefa é para aqueles que não gostam de carnaval , amam cinema , vão ficar chocando jácaré em casa , e vão assistir ao Oscar no sofá de pijama .
Melhor Filme
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( vence fácil )
* Frost/Nixon
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Milk - A Voz da Liberdade
* O Leitor
Melhor diretor
* David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Ron Howard - Frost/Nixon
* Gus Van Sant - Milk - A Voz da Liberdade
* Stephen Daldry - O Leitor
* Danny Boyle - Quem Quer Ser Um Milionário? ( vence fácil )
Melhor ator
* Mickey Rourke - O Lutador ( ele merece e vai ganhar )
* Sean Penn - Milk - A Voz da Liberdade
* Frank Langella – Frost/Nixon
* Brad Pitt - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Richard Jenkins - The visitor
Melhor atriz
* Meryl Streep – Dúvida ( agora vai Meryl )
* Kate Winslet – O Leitor
* Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
* Angelina Jolie – A Troca
* Melissa Leo - Rio Congelado
Melhor ator coadjuvante
* Heath Ledger - Batman – O Cavaleiro das Trevas ( inquestionável e inesquecível )
* Josh Brolin - Milk - A Voz da Liberdade
* Robert Downey Jr. - Trovão Tropical
* Philip Seymour Hoffman - Dúvida
* Michael Shannon - Foi Apenas um Sonho
Melhor atriz coadjuvante
* Amy Adams - Dúvida
* Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona ( esse ta dificil , mas a espanhola ganha)
* Viola Davis - Dúvida
* Taraji P. Henson - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Marisa Tomei - O Lutador
Melhor Animação Longa-Metragem
* Bolt - Supercão
* Kung Fu Panda
* Wall-E ( se não ganhar vai ser a maior injustiça de todas )
Melhor Roteiro Adaptado
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Dúvida
* Frost/Nixon
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( filmaço , merece muito)
Melhor Roteiro Original
* Rio Congelado
* Simplesmente Feliz
* Na Mira do Chefe
* Milk - A Voz da Liberdade ( sempre acerto esse , mas esse ano é chute )
* Wall-E
Melhor Direção de Arte
* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button ( imbatível trabalho de produção )
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* A Duquesa
* Foi Apenas um Sonho
Melhor Fotografia
* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( ganha fácil esse também )
Melhor Figurino
* Austrália
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* A Duquesa ( filme de época sempre ganha )
* Milk - A Voz da Liberdade
* Foi Apenas um Sonho
Melhor Filme Estrangeiro
* The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)
* Entre os Muros da Escola (Entre les Murs - França)
* Okuribito (Japão)
* Revanche (Áustria)
* Waltz with Bashir (Israel) ( chute no favorito )
Melhor Documentário
* The Betrayal (Nerakhoon)
* Encounters at the End of the World
* The Garden
* Man on Wire ( mais um chute no favorito )
* Trouble the Water
Melhor Documentário Curta-Metragem
* The Conscience of Nhem En
* The Final Inch
* Smile Pinki
* The Witness ( chute de olhos vendados)
* From the Balcony of Room 306
Melhor Montagem
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Frost/Nixon
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( esse também merece )
Melhor Maquiagem
* O Curioso Caso de Benjamin Button ( a maquiagem é a alma do filme )
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Hellboy II - O Exército Dourado
Trilha Sonora Original
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Defiance
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário? ( trilha muito envolvente )
* Wall-E
Melhor Canção Original
* "Down to Earth" - Wall-E
* "Jai Ho" - Quem Quer Ser Um Milionário?
* "O Saya" - Quem Quer Ser Um Milionário? ( chute no escuro )
Melhor Curta Animado
* La Maison en Petits Cubes
* Lavatory - Lovestory
* Oktapodi
* Presto ( mais um chute )
* This Way up
Melhor Curta Live-Action
* Auf Der Strecke (On the Line)
* Manon on the Asphalt ( gostei do nome , então , mais um chute )
* New Boy
* The Pig
* Spielzeugland (Toyland)
Melhor Edição de Som
* Batman – O Cavaleiro das Trevas ( merece demais )
* Homem de Ferro
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E
* O Procurado
Melhor Mixagem de Som
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E ( é também a alma do filme )
* O Procurado
Efeitos Especiais
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas ( merece muito mais )
* Homem de Ferro
sábado, 21 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 6 e Final
01/01/2009 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
A primeira coisa que fiz quando acordei foi perguntar quem tinha me atropelado. O que sobrou de mim tentava com muito esforço levantar e ver a luz do 1º dia do ano.
Do nosso quarteto, eu não fui o ultimo a levantar, o menino ainda continuava roncando na barraca.
A nossa barraca estava bem próxima do camping que ficamos na noite anterior. Como eles não tinham controle de quem estava acampando lá ou não, aproveitei e tomei uma ducha de graça. Quando voltei, o casalzinho estava no maior "Love" dentro d'água. Achei aquilo muito legal, por enfim vi que minha amiga parecia estar muito feliz. Essa nossa viajem surpreendentemente fez com que eles se reaproximassem. Propositalmente não mencionei que o menino não era filho da minha amiga . Na verdade ele nasceu de um casamento anterior do marido dela. E por ironia do destino, mesmo com anos de relacionamento do casal, minha amiga nunca tinha encontrado o menino.
Pouco depois fomos arranjar um lugar para comer. Levantamos a barraca pela ultima vez, pegamos o carro e fomos para o centro. Como ainda estava cedo para almoçar e a grana estava curta ainda, resolvemos ir numa padaria. O lugar estava cheio e eu tive que enfrentar uma fila imensa para pegar a ficha no caixa. Vinte minutos depois eu fui atendido. Pedi 10 pães, 500 gramas de mortadela e uma coca de 2L. Quando fui para o balcão, uma muvuca de adolescentes atrapalhava o atendimento. Devido a isso fiquei mais uns 15 minutos esperando . Então finalmente pegaram minha ficha, me deram a coca e em seguida me questionaram: “Acabou o pão, não te avisaram?”. Respondi educadamente que se tivessem me avisado eu não tinha permanecido na fila 45 minutos. Informaram-me que iria demorar mais 40 minutos para fazer os pães. Não pensei muito, disse que queria meu dinheiro de volta. Voltei ao caixa e ele me perguntou se eu ia devolver tudo. Nesse momento eu percebi que ainda estava segurando a sacola com a Coca. Vou devolver tudo, disse ao rapaz, que logo devolveu meu dinheiro sem questionar mais nada. Calculista ao extremo sai da padaria contente de ter esperado 45 minutos, para ganhar uma Coca de 2 l de graça. Duas quadras adiante tinham outra padaria que nos atendeu muito bem.
Com a barriga cheia resolvemos dar o ultimo passeio na cidade. Resolvemos conhecer o Hospital de Paraty, pois menino ainda sofria com as dores do corte no pé. Ele acabou saindo do hospital com uma benzetacil , uma antitetânica e um curativo enorme . Depois do hospital decidimos voltar para São Paulo.
Passamos numa cachoeira sem graça antes, se é que aquilo pode ser chamado de cachoeira. Depois de toda aquela aventura, fiquei realmente exigente. Mas ir embora e ver por ultimo aquela cachoeirinha seria muito triste.
Até que voltamos para a rodovia Rio-Santos sentido Ubatuba. Minha amiga teve uma grande idéia. Iríamos passar por ultimo em Trindade.
É uma experiência incrível passar por aquele lugar. Água cristalina, areia branca, rochas e ondas inexplicáveis. Uma pena não termos ficado muito tempo lá. Para chegar à praia é bastante complicado, depois que saímos da rodovia subimos um morro enorme, parecia que a praia ficava no alto da montanha. Achei que aquele gol 1.0 não ia agüentar o tranco. Chegando enfim ao topo da montanha podemos ver aquela vista maravilhosa, dai foi só descer até a praia. Não canso de elogiar aquele lugar, e com certeza voltarei lá em outra oportunidade. Já no fim da tarde pegamos o carro e voltamos para a estrada .
Resolvemos deixar para abastecer na estrada porque na cidade o preço da gasolina estava altíssimo. Quando voltamos para a estrada estranhamos muito o fato de não haver transito algum. Num ritmo muito bom, achamos que chegaríamos umas 22h00 em São Paulo. Mas isso não durou muito, dez minutos depois a pista ficou completamente parada. E pior, a gasolina estava acabando e não aparecia um posto "salvador”. Por meia hora ficamos naquela fila imensa de carros. Até que um “esperto” resolveu cortar os carros pelo acostamento. Outros três carros fizeram o mesmo em seguida. Então nosso motorista nem pensou muito e foi logo atrás deles. Era engraçado ver a maioria respeitando o transito e parado, e agente ultrapassando todo mundo. Mas alguns quilômetros depois à “pista” do acostamento também parou. Um cidadão humilde dirigindo uma Hilux e que também estava no acostamento não deixava ninguém passar. Ele dirigia a 10 km/h e segurava uma latinha de Skol. Não foram poucos os chingamentos e as buzinadas para esse cidadão. Ele nem se importou e continuou nesse mesmo ritmo por um tempão. Até aparecer um Posto da Policia Rodoviária em frente, o cidadão muito sensato saiu do acostamento e voltou para a pista certa. Os carros que estavam atrás da Hilux também fizeram o mesmo. Mas nosso motorista, destemido e audacioso, e com medo de ficar sem gasolina, pisou no acelerador e seguiu pelo acostamento. Quase tive um infarto nessa hora. Imaginei-me ligando para minha mãe avisando que estava preso no Rio de Janeiro. Realmente foi um ato irresponsável , mas foi a nossa salvação .
Conseguimos atravessar a divisa do estado numa boa e chegamos a Ubatuba rapidamente. Aproveitamos e finalmente reabastecemos. Mas assim que voltamos para a estrada começou a chover forte e a noite também chegou. O nosso motorista sentiu falta dos óculos, não sabia onde tinha colocado. Paramos novamente num posto de gasolina para procurar, porque não tinha condições de continuar sem eles. Ele lembrou que tinha deixado na barraca de manhã. O filho dele é quem a dobrou e guardou , mas não olhou direito se tinha alguma coisa dentro. Depois de muito procurar achamos os óculos “levemente” amassados no fundo da barraca. Já que não tinha outro (nem óculos, nem motorista), seguimos viagem assim mesmo.
Inventamos de cortar caminho pela Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), pois sabíamos que chegando a Caraguatatuba pegaríamos transito com certeza. Então ao invés de seguir pelo litoral pegamos essa rodovia sentido Taubaté até chegar à Dutra. Mas o que era para ser uma subida tranqüila pela serra quase acaba em tragédia. Essa rodovia passa pelo Parque Estadual da Serra do Mar e não existe iluminação alguma. E nosso motorista quase cego ia bem devagar, pois a pista estava escorregadia e chovia bastante. A subida da serra não acabava nunca e o nosso medo crescia na mesmo proporção.
Quando eu parecia estar acostumado com a situação, o carro simplesmente derrapou e foi para fora da pista. Achei que minha história ia acabar ali mesmo. Mas por sorte nosso habilidoso motorista freou antes de batermos e evitou o carro cair serra a baixo. Nunca agradeci tanto por estar vivo.
Depois desse baita susto seguimos a serra e chegamos são e salvos a Taubaté. Daí foi só chegar a Dutra e seguir direto para São Paulo.
Foi um final de aventura eletrizante. Novas amizades foram feitas, novos laços foram criados, e principalmente, relacionamentos fortalecidos. Todos estavam satisfeitos com o desfecho dessa grande jornada.
Era quase meia noite quando me deixaram em casa. Despedi-me de todos rapidamente, pois chovia bastante, agradeci por toda essa experiência que eles ajudaram a proporcionar. Minha amiga também me agradeceu e disse que minha presença foi fundamental para que tudo ocorresse bem.
Quando entrei em casa a primeira coisa que falei para minha mãe foi: “Eu quero arroz e feijão!”.
Fim
A primeira coisa que fiz quando acordei foi perguntar quem tinha me atropelado. O que sobrou de mim tentava com muito esforço levantar e ver a luz do 1º dia do ano.
Do nosso quarteto, eu não fui o ultimo a levantar, o menino ainda continuava roncando na barraca.
A nossa barraca estava bem próxima do camping que ficamos na noite anterior. Como eles não tinham controle de quem estava acampando lá ou não, aproveitei e tomei uma ducha de graça. Quando voltei, o casalzinho estava no maior "Love" dentro d'água. Achei aquilo muito legal, por enfim vi que minha amiga parecia estar muito feliz. Essa nossa viajem surpreendentemente fez com que eles se reaproximassem. Propositalmente não mencionei que o menino não era filho da minha amiga . Na verdade ele nasceu de um casamento anterior do marido dela. E por ironia do destino, mesmo com anos de relacionamento do casal, minha amiga nunca tinha encontrado o menino.
Pouco depois fomos arranjar um lugar para comer. Levantamos a barraca pela ultima vez, pegamos o carro e fomos para o centro. Como ainda estava cedo para almoçar e a grana estava curta ainda, resolvemos ir numa padaria. O lugar estava cheio e eu tive que enfrentar uma fila imensa para pegar a ficha no caixa. Vinte minutos depois eu fui atendido. Pedi 10 pães, 500 gramas de mortadela e uma coca de 2L. Quando fui para o balcão, uma muvuca de adolescentes atrapalhava o atendimento. Devido a isso fiquei mais uns 15 minutos esperando . Então finalmente pegaram minha ficha, me deram a coca e em seguida me questionaram: “Acabou o pão, não te avisaram?”. Respondi educadamente que se tivessem me avisado eu não tinha permanecido na fila 45 minutos. Informaram-me que iria demorar mais 40 minutos para fazer os pães. Não pensei muito, disse que queria meu dinheiro de volta. Voltei ao caixa e ele me perguntou se eu ia devolver tudo. Nesse momento eu percebi que ainda estava segurando a sacola com a Coca. Vou devolver tudo, disse ao rapaz, que logo devolveu meu dinheiro sem questionar mais nada. Calculista ao extremo sai da padaria contente de ter esperado 45 minutos, para ganhar uma Coca de 2 l de graça. Duas quadras adiante tinham outra padaria que nos atendeu muito bem.
Com a barriga cheia resolvemos dar o ultimo passeio na cidade. Resolvemos conhecer o Hospital de Paraty, pois menino ainda sofria com as dores do corte no pé. Ele acabou saindo do hospital com uma benzetacil , uma antitetânica e um curativo enorme . Depois do hospital decidimos voltar para São Paulo.
Passamos numa cachoeira sem graça antes, se é que aquilo pode ser chamado de cachoeira. Depois de toda aquela aventura, fiquei realmente exigente. Mas ir embora e ver por ultimo aquela cachoeirinha seria muito triste.
Até que voltamos para a rodovia Rio-Santos sentido Ubatuba. Minha amiga teve uma grande idéia. Iríamos passar por ultimo em Trindade.
É uma experiência incrível passar por aquele lugar. Água cristalina, areia branca, rochas e ondas inexplicáveis. Uma pena não termos ficado muito tempo lá. Para chegar à praia é bastante complicado, depois que saímos da rodovia subimos um morro enorme, parecia que a praia ficava no alto da montanha. Achei que aquele gol 1.0 não ia agüentar o tranco. Chegando enfim ao topo da montanha podemos ver aquela vista maravilhosa, dai foi só descer até a praia. Não canso de elogiar aquele lugar, e com certeza voltarei lá em outra oportunidade. Já no fim da tarde pegamos o carro e voltamos para a estrada .
Resolvemos deixar para abastecer na estrada porque na cidade o preço da gasolina estava altíssimo. Quando voltamos para a estrada estranhamos muito o fato de não haver transito algum. Num ritmo muito bom, achamos que chegaríamos umas 22h00 em São Paulo. Mas isso não durou muito, dez minutos depois a pista ficou completamente parada. E pior, a gasolina estava acabando e não aparecia um posto "salvador”. Por meia hora ficamos naquela fila imensa de carros. Até que um “esperto” resolveu cortar os carros pelo acostamento. Outros três carros fizeram o mesmo em seguida. Então nosso motorista nem pensou muito e foi logo atrás deles. Era engraçado ver a maioria respeitando o transito e parado, e agente ultrapassando todo mundo. Mas alguns quilômetros depois à “pista” do acostamento também parou. Um cidadão humilde dirigindo uma Hilux e que também estava no acostamento não deixava ninguém passar. Ele dirigia a 10 km/h e segurava uma latinha de Skol. Não foram poucos os chingamentos e as buzinadas para esse cidadão. Ele nem se importou e continuou nesse mesmo ritmo por um tempão. Até aparecer um Posto da Policia Rodoviária em frente, o cidadão muito sensato saiu do acostamento e voltou para a pista certa. Os carros que estavam atrás da Hilux também fizeram o mesmo. Mas nosso motorista, destemido e audacioso, e com medo de ficar sem gasolina, pisou no acelerador e seguiu pelo acostamento. Quase tive um infarto nessa hora. Imaginei-me ligando para minha mãe avisando que estava preso no Rio de Janeiro. Realmente foi um ato irresponsável , mas foi a nossa salvação .
Conseguimos atravessar a divisa do estado numa boa e chegamos a Ubatuba rapidamente. Aproveitamos e finalmente reabastecemos. Mas assim que voltamos para a estrada começou a chover forte e a noite também chegou. O nosso motorista sentiu falta dos óculos, não sabia onde tinha colocado. Paramos novamente num posto de gasolina para procurar, porque não tinha condições de continuar sem eles. Ele lembrou que tinha deixado na barraca de manhã. O filho dele é quem a dobrou e guardou , mas não olhou direito se tinha alguma coisa dentro. Depois de muito procurar achamos os óculos “levemente” amassados no fundo da barraca. Já que não tinha outro (nem óculos, nem motorista), seguimos viagem assim mesmo.
Inventamos de cortar caminho pela Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), pois sabíamos que chegando a Caraguatatuba pegaríamos transito com certeza. Então ao invés de seguir pelo litoral pegamos essa rodovia sentido Taubaté até chegar à Dutra. Mas o que era para ser uma subida tranqüila pela serra quase acaba em tragédia. Essa rodovia passa pelo Parque Estadual da Serra do Mar e não existe iluminação alguma. E nosso motorista quase cego ia bem devagar, pois a pista estava escorregadia e chovia bastante. A subida da serra não acabava nunca e o nosso medo crescia na mesmo proporção.
Quando eu parecia estar acostumado com a situação, o carro simplesmente derrapou e foi para fora da pista. Achei que minha história ia acabar ali mesmo. Mas por sorte nosso habilidoso motorista freou antes de batermos e evitou o carro cair serra a baixo. Nunca agradeci tanto por estar vivo.
Depois desse baita susto seguimos a serra e chegamos são e salvos a Taubaté. Daí foi só chegar a Dutra e seguir direto para São Paulo.
Foi um final de aventura eletrizante. Novas amizades foram feitas, novos laços foram criados, e principalmente, relacionamentos fortalecidos. Todos estavam satisfeitos com o desfecho dessa grande jornada.
Era quase meia noite quando me deixaram em casa. Despedi-me de todos rapidamente, pois chovia bastante, agradeci por toda essa experiência que eles ajudaram a proporcionar. Minha amiga também me agradeceu e disse que minha presença foi fundamental para que tudo ocorresse bem.
Quando entrei em casa a primeira coisa que falei para minha mãe foi: “Eu quero arroz e feijão!”.
Fim
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 5
Chegou a hora da grande virada na trama. O momento em que tudo fica mais claro, ou melhor, o momento surpresa. Confesso a todos que omiti uma parte da história, parte esta que é de fundamental importância para entender todo o contexto dessa viagem maluca.
Darei agora alguns detalhes do passado que serviram de guia para aqueles que estão acompanhando essa saga desde o início .Essa minha amiga era casada com um sujeito durante alguns anos, mas eles se separaram, pouco antes dessa viagem. Mas nesse tempo de separação sempre se deram bem. Apesar de ser amigo dela há muito tempo, nunca tinha o encontrado. Ela me confessou que ele sempre teve ciúmes da nossa amizade. E quando ela disse a ele que me convidou para viajar, tratou de dizer que eu estava interessado numa outra amiga dela, que também ia conosco (que mentira).
Agora já posso continuar...
31/12/2008 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
Eu dormi feito uma pedra, ao contrário da minha amiga. Durante a madrugada ela ficou trocando mensagens com uma pessoa. No começo achei que ela finalmente tinha se comunicado com a colega dela que estava também em Paraty. Mas na verdade ela falava com o ex-marido que estava em São Paulo. Ela contou toda nossa aventura e nossa preocupação com o fim da grana. Ele não pensou duas vezes e resolveu vir-nos "salvar”. Ele então pegou o carro e foi ao nosso encontro. Acontece que ele não foi sozinho. Ele estava passando o fim de Ano com o filho adolescente em São Paulo . Para não ficar um clima estranho minha amiga pediu que ele levasse o filho junto. Ele dirigiu por mais de 6 horas, durante a madrugada, até finalmente chegar a Paraty.
Quando acordei de manhã, minha amiga só me avisou: “Eles chegaram e estão na praia, to indo lá”. Só me lembro de ter falado que tudo bem e voltei a dormir.
Horas depois voltei a acordar e estava bastante preocupado com a situação. Novamente omiti um fato muito importante. Anos atrás eu tive um affair com essa minha amiga, durante uma breve separação dela com o marido. E por incrível que pareça, mesmo com tudo acabado entre nós, ela contou para o marido quando eles reataram. Imagina minha situação , estava morrendo de medo de encontrar com ele . Qual seria minha reação ou qual seria a dele a me ver cara a cara? Ensaie umas mil vezes para sair da barraca.
Me enchi de coragem e resolvi ir para a praia e ver onde aquilo ia dar. Andei pela praia e não os avistei. Fiquei até um pouco aliviado. Mas não teve jeito ,eles me viram. Fui ao encontro deles super constrangido. Mas aparentemente correu tudo bem. Fomos apresentados "formalmente" e até rimos da situação. Conheci também o filho ,que acordou depois de dormir bastante no banco de trás do carro.
Depois de curtir bastante a praia resolvemos ir para o centro e almoçar. Voltamos para o mesmo restaurante de ontem, mas o preço mudou, agora era R$ 15,00. Mesmo chorando para o dono ele não deu desconto. E por falta de comunicação minha amiga acabou pedindo o prato mais caro. Acabamos pagando quase vinte reais a mais.
Fomos depois para a praia Pontal que é a mais movimentada da cidade. A essa altura estávamos bem enturmados. Essa praia tinha varias pedras de baixo d'água e acabou machucando todo mundo. Mas o menino é que teve pior sorte, cortou feio a sola do pé.
No fim da tarde voltamos para o acampamento, arrumamos nossas coisas, guardamos a barraca, tomamos o ultimo banho do ano e partimos antes de vencer a diária.
Desistimos de vez de procurar a colega da minha amiga e decidimos ficar no centro histórico até a hora da virada.
Ficamos nós três (quem diria) passeando pelo centro a noite, pois o menino ficou no carro dormindo e com o pé machucado.
Depois de passear por todo o centro, tomar cerveja, batidas, voltamos para o carro, pois já estava próximo da meia-noite. Pegamos o menino e fomos todos para a Praia Pontal, onde teria Show e queima de fogos. Curtimos bastante o Show, tinha bateria de uma escola de samba (não me lembro qual). Começou a contagem regressiva... 5,4,3,2,1 ...feliz 2009 !!!!! Muita gente, muitos fogos, muitos abraços...
Todos muito felizes. Depois de tudo que já tinha bebido ainda tomei uma garrafa de vinho praticamente sozinho. O menino foi o primeiro a desistir e voltar para o carro, ele não aguentou, pois alguém pisou no pé dele, exatamente naquele do corte.
O casal também não durou muito e pouco depois também foram para o carro. E eu? Bem, estava tão empolgado com a música, dançando feito um louco, nem vi o tempo passar. Quando me dei conta estava no meio de umas italianas (eu acho que falavam italiano) dançando e pra lá de bêbado. Uma delas me agarrou (confesso que gostei) e me deu um super beijo. Até aí eu me lembro muito bem. Vou ficar devendo pra vocês o que ocorreu nas 3 horas seguintes, sinceramente não me lembro. Quando me dei por mim, estava de volta no centro histórico dançando atrás de um bloco. Quase amanhecendo é que voltei para o carro.
Minha amiga quis me matar porque eu tinha demorado muito e não atendia o celular. Pegamos o carro e voltamos para a Praia de Jabaquara. Eles tiveram a idéia louca de acampar na praia mesmo. Eu estava tão cansado que nem vi montarem a barraca, capotei no carro mesmo. Minutos depois minha amiga me acordou e me levou pra lá. E que cena mais engraçada, nos quatro na mesma barraca. Era uma super barraca que o cara tinha levado. Mal entrei e desmaiei de vez.
Não percam o capítulo final...
Darei agora alguns detalhes do passado que serviram de guia para aqueles que estão acompanhando essa saga desde o início .Essa minha amiga era casada com um sujeito durante alguns anos, mas eles se separaram, pouco antes dessa viagem. Mas nesse tempo de separação sempre se deram bem. Apesar de ser amigo dela há muito tempo, nunca tinha o encontrado. Ela me confessou que ele sempre teve ciúmes da nossa amizade. E quando ela disse a ele que me convidou para viajar, tratou de dizer que eu estava interessado numa outra amiga dela, que também ia conosco (que mentira).
Agora já posso continuar...
31/12/2008 Paraty-RJ Praia de Jabaquara
Eu dormi feito uma pedra, ao contrário da minha amiga. Durante a madrugada ela ficou trocando mensagens com uma pessoa. No começo achei que ela finalmente tinha se comunicado com a colega dela que estava também em Paraty. Mas na verdade ela falava com o ex-marido que estava em São Paulo. Ela contou toda nossa aventura e nossa preocupação com o fim da grana. Ele não pensou duas vezes e resolveu vir-nos "salvar”. Ele então pegou o carro e foi ao nosso encontro. Acontece que ele não foi sozinho. Ele estava passando o fim de Ano com o filho adolescente em São Paulo . Para não ficar um clima estranho minha amiga pediu que ele levasse o filho junto. Ele dirigiu por mais de 6 horas, durante a madrugada, até finalmente chegar a Paraty.
Quando acordei de manhã, minha amiga só me avisou: “Eles chegaram e estão na praia, to indo lá”. Só me lembro de ter falado que tudo bem e voltei a dormir.
Horas depois voltei a acordar e estava bastante preocupado com a situação. Novamente omiti um fato muito importante. Anos atrás eu tive um affair com essa minha amiga, durante uma breve separação dela com o marido. E por incrível que pareça, mesmo com tudo acabado entre nós, ela contou para o marido quando eles reataram. Imagina minha situação , estava morrendo de medo de encontrar com ele . Qual seria minha reação ou qual seria a dele a me ver cara a cara? Ensaie umas mil vezes para sair da barraca.
Me enchi de coragem e resolvi ir para a praia e ver onde aquilo ia dar. Andei pela praia e não os avistei. Fiquei até um pouco aliviado. Mas não teve jeito ,eles me viram. Fui ao encontro deles super constrangido. Mas aparentemente correu tudo bem. Fomos apresentados "formalmente" e até rimos da situação. Conheci também o filho ,que acordou depois de dormir bastante no banco de trás do carro.
Depois de curtir bastante a praia resolvemos ir para o centro e almoçar. Voltamos para o mesmo restaurante de ontem, mas o preço mudou, agora era R$ 15,00. Mesmo chorando para o dono ele não deu desconto. E por falta de comunicação minha amiga acabou pedindo o prato mais caro. Acabamos pagando quase vinte reais a mais.
Fomos depois para a praia Pontal que é a mais movimentada da cidade. A essa altura estávamos bem enturmados. Essa praia tinha varias pedras de baixo d'água e acabou machucando todo mundo. Mas o menino é que teve pior sorte, cortou feio a sola do pé.
No fim da tarde voltamos para o acampamento, arrumamos nossas coisas, guardamos a barraca, tomamos o ultimo banho do ano e partimos antes de vencer a diária.
Desistimos de vez de procurar a colega da minha amiga e decidimos ficar no centro histórico até a hora da virada.
Ficamos nós três (quem diria) passeando pelo centro a noite, pois o menino ficou no carro dormindo e com o pé machucado.
Depois de passear por todo o centro, tomar cerveja, batidas, voltamos para o carro, pois já estava próximo da meia-noite. Pegamos o menino e fomos todos para a Praia Pontal, onde teria Show e queima de fogos. Curtimos bastante o Show, tinha bateria de uma escola de samba (não me lembro qual). Começou a contagem regressiva... 5,4,3,2,1 ...feliz 2009 !!!!! Muita gente, muitos fogos, muitos abraços...
Todos muito felizes. Depois de tudo que já tinha bebido ainda tomei uma garrafa de vinho praticamente sozinho. O menino foi o primeiro a desistir e voltar para o carro, ele não aguentou, pois alguém pisou no pé dele, exatamente naquele do corte.
O casal também não durou muito e pouco depois também foram para o carro. E eu? Bem, estava tão empolgado com a música, dançando feito um louco, nem vi o tempo passar. Quando me dei conta estava no meio de umas italianas (eu acho que falavam italiano) dançando e pra lá de bêbado. Uma delas me agarrou (confesso que gostei) e me deu um super beijo. Até aí eu me lembro muito bem. Vou ficar devendo pra vocês o que ocorreu nas 3 horas seguintes, sinceramente não me lembro. Quando me dei por mim, estava de volta no centro histórico dançando atrás de um bloco. Quase amanhecendo é que voltei para o carro.
Minha amiga quis me matar porque eu tinha demorado muito e não atendia o celular. Pegamos o carro e voltamos para a Praia de Jabaquara. Eles tiveram a idéia louca de acampar na praia mesmo. Eu estava tão cansado que nem vi montarem a barraca, capotei no carro mesmo. Minutos depois minha amiga me acordou e me levou pra lá. E que cena mais engraçada, nos quatro na mesma barraca. Era uma super barraca que o cara tinha levado. Mal entrei e desmaiei de vez.
Não percam o capítulo final...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 4
30/12/08 Paraty-RJ Praia de Pouso da Cajaíba
Mas dia um se inicia e nada de café .Comecei a ficar preocupado porque estava acabando o Club Social . Dessa fez eu acordei bem tarde e todos já estavam na praia. Encontrei com a minha amiga e tomamos uma água de coco enquanto curtíamos o dia extremamente ensolarado. Ela me confessou que discutiu com um dos amigos dela e que não aguentava mais aquela desorganização, principalmente no rango.
Toda a turma resolveu ir até a próxima praia. Tínhamos que pegar uma trilha que duraria em torno de duas horas. Fiquei muito empolgado porque ia conhecer outro lugar. Nessa outra praia, tinha uma casa com outro pessoal conhecido da minha amiga. Eles inclusive levaram a comida para comermos todos lá.
Mesmo apressando povo, tivemos que esperar um tempão para que pudéssemos ir. Como agente não conhecia o caminho tivemos que esperar todo mundo mesmo.
Começamos a nossa jornada bem atrasados. Mas logo de cara nos perdemos. Pedimos informações para os moradores e o caminho indicado dava direto num super barranco. O pessoal se matava para conseguir subi-lo, principalmente as mulheres. Minha amiga olhou para o barranco e disse: “Ah não. Desisto!" Como eu tinha feito uma cirurgia no joelho a menos de um mês, fiquei com receio de subir também. O resto da turma seguiu a trilha e nós dois voltamos desapontados.
Nesse exato momento, os dois ao mesmo tempo , como se fosse num filme , olhamos um nos olhos do outro e falamos: “Vamos fugir?!”.
Aproveitamos que todos estavam na trilha e começamos a arquitetar nosso plano de fuga. Somamos a frustração com a trilha e principalmente a falta de comida e decidimos partir daquela praia.
Lembra daquela colega da minha amiga que encontramos no ônibus rumo a Paraty? Pois ela era nossa salvação. O plano era ligar para ela e se "auto-convidar" para ficar o resto do réveillon na casa onde ela estava. Tentamos varias vezes ligar, mas ela não atendia (parece mentira, mas tinha sinal nesta praia). Mesmo assim, arrumamos nossas coisas, desmontamos nossa barraca, tudo em menos de meia hora.
Tivemos muita sorte de conseguir um barco que ia voltar para a cidade. Só que dessa vez o barco era maior e a viagem também seria. De Cajaíba até o porto de Paraty eram aproximadamente uma hora e meia . Minha amiga quase teve um troço quando soube disso. Eu estava tão empolgado com toda essa aventura que nem me importei com esse fato. E durante todo o trajeto eu observava a cara de pânico da minha amiga. Só não sabia se era porque ela não conseguia ligar para a amiga dela ou porque o barco balançava bastante .
Enfim chegamos no fim da tarde ao porto de Paraty . Só pensávamos em uma coisa: arroz e feijão. Andamos por todo centro histórico de Paraty procurando um lugar barato para comer. Quando estávamos prestes a apelar para a "tiazinha" do pastel, achamos um lugar onde o prato do dia custava 9,99!
Depois de comer fomos procurar um lugar para ficar, já que não tivemos sucesso em falar com a colega da minha amiga. O senhor do restaurante que nos atendeu sugeriu que fossemos para a Praia de Jabaquara (a 20 minutos do centro), já que todos os lugares próximos ao estavam lotados. Afinal, Paraty, é uma atração internacional!
Chegamos a Praia de Jabaquara exaustos, carregando mochilas super pesadas, com o estomago cheio, e com a grana contada. Tentamos novamente ligar para a colega dela, mas...
Achamos o camping que o senhor do restaurante nos indicou, mas ficamos surpresos com o valor da diária! Eram R$25,00 por pessoa! Tudo bem que , ao contrário do caping de Puruba , nesse tinha tudo. O lugar era imenso e tinha até ducha quente , lanchonete e energia elétrica . À noite você conseguia até ver a últimas emoções da “A Favorita" nas barracas familiares. Como não tínhamos mais opção, montamos a barraca, ficamos lá mesmo. E como foi bom tomar uma ducha de verdade depois de três dias.
Mais a noite fomos passear no centro histórico e conhecer um pouco mais a cidade. Na verdade ainda tínhamos esperança de encontrar a colega dela. Depois de andarmos bastante, tomarmos algumas batidas e comprarmos souvenirs, resolvemos voltar. O dia acabou e ainda não sabíamos o que iríamos fazer amanhã. Não dava para ficar mais um dia naquele camping, pois a grana estava quase no fim. Pelo menos não precisei comer outro pacote de Club Social antes de dormir.
Continua...
Mas dia um se inicia e nada de café .Comecei a ficar preocupado porque estava acabando o Club Social . Dessa fez eu acordei bem tarde e todos já estavam na praia. Encontrei com a minha amiga e tomamos uma água de coco enquanto curtíamos o dia extremamente ensolarado. Ela me confessou que discutiu com um dos amigos dela e que não aguentava mais aquela desorganização, principalmente no rango.
Toda a turma resolveu ir até a próxima praia. Tínhamos que pegar uma trilha que duraria em torno de duas horas. Fiquei muito empolgado porque ia conhecer outro lugar. Nessa outra praia, tinha uma casa com outro pessoal conhecido da minha amiga. Eles inclusive levaram a comida para comermos todos lá.
Mesmo apressando povo, tivemos que esperar um tempão para que pudéssemos ir. Como agente não conhecia o caminho tivemos que esperar todo mundo mesmo.
Começamos a nossa jornada bem atrasados. Mas logo de cara nos perdemos. Pedimos informações para os moradores e o caminho indicado dava direto num super barranco. O pessoal se matava para conseguir subi-lo, principalmente as mulheres. Minha amiga olhou para o barranco e disse: “Ah não. Desisto!" Como eu tinha feito uma cirurgia no joelho a menos de um mês, fiquei com receio de subir também. O resto da turma seguiu a trilha e nós dois voltamos desapontados.
Nesse exato momento, os dois ao mesmo tempo , como se fosse num filme , olhamos um nos olhos do outro e falamos: “Vamos fugir?!”.
Aproveitamos que todos estavam na trilha e começamos a arquitetar nosso plano de fuga. Somamos a frustração com a trilha e principalmente a falta de comida e decidimos partir daquela praia.
Lembra daquela colega da minha amiga que encontramos no ônibus rumo a Paraty? Pois ela era nossa salvação. O plano era ligar para ela e se "auto-convidar" para ficar o resto do réveillon na casa onde ela estava. Tentamos varias vezes ligar, mas ela não atendia (parece mentira, mas tinha sinal nesta praia). Mesmo assim, arrumamos nossas coisas, desmontamos nossa barraca, tudo em menos de meia hora.
Tivemos muita sorte de conseguir um barco que ia voltar para a cidade. Só que dessa vez o barco era maior e a viagem também seria. De Cajaíba até o porto de Paraty eram aproximadamente uma hora e meia . Minha amiga quase teve um troço quando soube disso. Eu estava tão empolgado com toda essa aventura que nem me importei com esse fato. E durante todo o trajeto eu observava a cara de pânico da minha amiga. Só não sabia se era porque ela não conseguia ligar para a amiga dela ou porque o barco balançava bastante .
Enfim chegamos no fim da tarde ao porto de Paraty . Só pensávamos em uma coisa: arroz e feijão. Andamos por todo centro histórico de Paraty procurando um lugar barato para comer. Quando estávamos prestes a apelar para a "tiazinha" do pastel, achamos um lugar onde o prato do dia custava 9,99!
Depois de comer fomos procurar um lugar para ficar, já que não tivemos sucesso em falar com a colega da minha amiga. O senhor do restaurante que nos atendeu sugeriu que fossemos para a Praia de Jabaquara (a 20 minutos do centro), já que todos os lugares próximos ao estavam lotados. Afinal, Paraty, é uma atração internacional!
Chegamos a Praia de Jabaquara exaustos, carregando mochilas super pesadas, com o estomago cheio, e com a grana contada. Tentamos novamente ligar para a colega dela, mas...
Achamos o camping que o senhor do restaurante nos indicou, mas ficamos surpresos com o valor da diária! Eram R$25,00 por pessoa! Tudo bem que , ao contrário do caping de Puruba , nesse tinha tudo. O lugar era imenso e tinha até ducha quente , lanchonete e energia elétrica . À noite você conseguia até ver a últimas emoções da “A Favorita" nas barracas familiares. Como não tínhamos mais opção, montamos a barraca, ficamos lá mesmo. E como foi bom tomar uma ducha de verdade depois de três dias.
Mais a noite fomos passear no centro histórico e conhecer um pouco mais a cidade. Na verdade ainda tínhamos esperança de encontrar a colega dela. Depois de andarmos bastante, tomarmos algumas batidas e comprarmos souvenirs, resolvemos voltar. O dia acabou e ainda não sabíamos o que iríamos fazer amanhã. Não dava para ficar mais um dia naquele camping, pois a grana estava quase no fim. Pelo menos não precisei comer outro pacote de Club Social antes de dormir.
Continua...
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 3
29/12/08 Paraty-RJ Praia de Pouso da Cajaíba
Dois dias de acampamento e muitas aventuras. Pronto, agora é só relaxar e aproveitar esse lindo lugar.
Acordei com fome e com dor nas costas, mas pelo menos os mosquitos me deram uma trégua. Como não apareceu nenhuma boa alma que me oferecesse um suculento café da manhã, novamente me contentei com um pacote de Club Social.
Um pouco mais tarde fui para a praia curtir a natureza e conhecer o pequeno povoado. Para variar tirei fotos de tudo. Fiquei com certa fama de anti-social com a turma da minha amiga. Na verdade estava tão empolgado em conhecer bem o lugar, que acabava me esquecendo de falar com as pessoas. As pessoas que não faziam questão de falar comigo eu, realmente, não dava bola de propósito. Mas, mesmo sendo pessoas muito diferentes , eu sempre respeitava a todos.
O dia se estendeu e passei o dia inteiro na praia. Ao final da tarde chegaram mais gente na casa. O lugar já estava desorganizado e ficou ainda mais. Diz à lenda que teve almoço nesse dia, mas confesso que nem senti o cheiro. Alguns famintos se juntaram e compraram um peixe fresco e colocaram para assar na brasa. Uma três horas depois é que pude me deliciar com um "enorme" pedaço desse peixe.
Usávamos a casa pra "comer" e tomar banho. Aliás, tomar banho lá era outra guerra. Mais de vinte pessoas e um único banheiro, e cada um ficava no mínimo 40 mim. Eu mesmo fiquei meia hora tentando me lavar com aquela “conta gotas”. Parecia época de racionamento.
À noite fomos fazer um luau na praia. Como não tinha luz elétrica no povoado, muitos levaram lanternas e velas. Armaram uma grande fogueira e começou a cantoria. Muitos instrumentos, muitos sons, muitas vozes. Muito reggae e MPB. Nunca vi tanto rasta fari juntos. Tudo isso sob o céu mais lindo que eu já vi em toda minha vida. Podia ficar a vida inteira lá e não conseguiria contar todas as estrelas.
Ficamos horas lá. Apesar da dor nas costas aguentei firme. Cheguei até a tocar surdo (sabe Deus como). Já de madrugada, minha amiga e eu voltamos para a barraca, pois não agüentávamos mais. Segurando uma vela acesa, com muito custo, fomos desviando dos que dormiam na areia. Eu deitei e mais uma vez capotei de sono .
Coitadinha da minha amiga, foi dormir com fome. Ela não tão fã assim de peixe e recusou também meu Club Social sabor queijo.
A seguir... Revira-volta na história.
Dois dias de acampamento e muitas aventuras. Pronto, agora é só relaxar e aproveitar esse lindo lugar.
Acordei com fome e com dor nas costas, mas pelo menos os mosquitos me deram uma trégua. Como não apareceu nenhuma boa alma que me oferecesse um suculento café da manhã, novamente me contentei com um pacote de Club Social.
Um pouco mais tarde fui para a praia curtir a natureza e conhecer o pequeno povoado. Para variar tirei fotos de tudo. Fiquei com certa fama de anti-social com a turma da minha amiga. Na verdade estava tão empolgado em conhecer bem o lugar, que acabava me esquecendo de falar com as pessoas. As pessoas que não faziam questão de falar comigo eu, realmente, não dava bola de propósito. Mas, mesmo sendo pessoas muito diferentes , eu sempre respeitava a todos.
O dia se estendeu e passei o dia inteiro na praia. Ao final da tarde chegaram mais gente na casa. O lugar já estava desorganizado e ficou ainda mais. Diz à lenda que teve almoço nesse dia, mas confesso que nem senti o cheiro. Alguns famintos se juntaram e compraram um peixe fresco e colocaram para assar na brasa. Uma três horas depois é que pude me deliciar com um "enorme" pedaço desse peixe.
Usávamos a casa pra "comer" e tomar banho. Aliás, tomar banho lá era outra guerra. Mais de vinte pessoas e um único banheiro, e cada um ficava no mínimo 40 mim. Eu mesmo fiquei meia hora tentando me lavar com aquela “conta gotas”. Parecia época de racionamento.
À noite fomos fazer um luau na praia. Como não tinha luz elétrica no povoado, muitos levaram lanternas e velas. Armaram uma grande fogueira e começou a cantoria. Muitos instrumentos, muitos sons, muitas vozes. Muito reggae e MPB. Nunca vi tanto rasta fari juntos. Tudo isso sob o céu mais lindo que eu já vi em toda minha vida. Podia ficar a vida inteira lá e não conseguiria contar todas as estrelas.
Ficamos horas lá. Apesar da dor nas costas aguentei firme. Cheguei até a tocar surdo (sabe Deus como). Já de madrugada, minha amiga e eu voltamos para a barraca, pois não agüentávamos mais. Segurando uma vela acesa, com muito custo, fomos desviando dos que dormiam na areia. Eu deitei e mais uma vez capotei de sono .
Coitadinha da minha amiga, foi dormir com fome. Ela não tão fã assim de peixe e recusou também meu Club Social sabor queijo.
A seguir... Revira-volta na história.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 2
28/12/08 Ubatuba-SP Praia de Puruba
Estávamos todos bem. Eu acordei do porre sem dor de cabeça e meus companheiros estavam são e salvos. Segundo eles, na noite anterior, após varias tentativas frustradas de me tirarem do banheiro, eles simplesmente desistiram e foram todos para um luau na praia. Dizem que perdi um incrível céu estrelado. E enquanto eles se divertiam na praia de madrugada , eu roncava e era devorado pelos mosquitos ( esqueci do repelente ).
Quando acordei , o outro casal já tinha ido para a praia . Minha amiga e eu arrumamos nossas coisas e já deixamos quase tudo pronto. Ontem , quando chegamos , a dona do camping nos deu uma espécie de crachá com uma numeração para marcar a barraca, e tínhamos que devolver quando fossemos embora. Eu fiquei responsável, pois minha amiga disse que eu nunca iria perder. Coloquei o crachá no bolso por precaução .
Fomos então para praia com o intuito de curtir um pouco antes de partir, pois tínhamos ainda um longo caminho.
Só que essa praia tinha uma particularidade. Para chegar até ela é preciso atravessar um pequeno rio. Embora ele aparentasse ser raso, tinha um rapaz que fazia a travessia com uma canoa. Algumas pessoas, inclusive crianças, atravessavam andando mesmo. Mas a maioria esperava a canoa . Minha amiga não quis nem saber e voltou pra barraca. Eu fiquei curioso em conhecer a praia e perguntei pro rapaz da canoa se era de graça. Para minha surpresa era mesmo. Ele me informou que parava as 11:00 para almoçar e voltava 12:30. Nem me importei muito com isso porque sabia que estava cedo. Atravessei e fui logo para a praia. Ela era realmente linda e deserta . Encontrei com o casal que já estava voltando . Disse a eles que só ia tirar algumas fotos e que já voltava pra irmos botar o pé na estrada.
Depois de tirar várias fotos eu voltei e advinha? O cara da canoa já não estava mais lá. Pensei em esperar, mas ia demorar muito. E como muita gente estava atravessando o rio sem problemas eu também resolvi arriscar. E lá vou eu com a câmera na mão. No meio do caminho a coisa começou a ficar feia, fui afundando cada vez mais. Até que cheguei ao ponto da água bater no meu pescoço. Ergui as mãos com intuito de salvar a câmera, mas escorreguei e comecei a afundar mais. E quando achei que ia morrer pra salvar a câmera, apareceu uma pedra milagrosa , consegui pisar nela e sair dali. Com muito custo cheguei do outro lado com água até o pescoço literalmente. Feliz da vida por estar vivo e com a câmera ilesa voltei correndo para a barraca. Só que percebi que algo estava faltando. O bendito crachá que estava no meu bolso foi parar no fundo rio.
Já de volta a barraca , quando contei para o povo o que tinha acontecido , é claro que todos caíram na risada. Então sem pensar muito arrumamos as últimas coisas rapidinho, nos despedimos do pessoal que conhecemos ontem e fugimos do camping sem falar com a dona .A viagem continua. Voltamos para a rodovia pegamos um ônibus com destino a divisa do estado. Agora, já no Rio de Janeiro, temos que pegar outro ônibus até o porto de Paraty - Mirim. Ao contrário do 1º ônibus, ficamos esperando um tempão ele passar. Exatos 145 minutos depois ele resolveu aparecer. Coincidentemente, nesse bendito ônibus, minha amiga encontrou com uma colega dela de São Paulo que ia passar o réveillon em Paraty, só que ela ficaria no centro da cidade. Minha amiga pegou o telefone dela e cada um seguiu seu rumo. Chegamos ao porto quase 18:00hs e uma chuva se armava no céu. Pegamos um pequeno barco e seguimos para a Praia do Pouso da Cajaiba. Eram aproximadamente 50 min. de viagem até essa praia. Todos ficaram morrendo de medo da chuva e da maré alta, enquanto eu tirava fotos tranquilamente durante toda a viagem.Enfim chegamos ao nosso destino final com um total de 26 horas de atraso. E que lugar lindo era aquele. Senti-me no seriado LOST. A Praia não era grande, mas aquela areia amarelada e água verde claro me deixaram completamente perplexo.Chegando à casa onde ficaríamos levei um susto com a quantidade de pessoas. Minha amiga me apresentou a, no mínimo umas 12 pessoas. E é claro que não decorei o nome de ninguém. Ficamos acampados num terreno que fica ao lado da casa. Como lá na casa estava uma zona achei que não ia rolar um rango. Não demorou muito e já escureceu, eu estava tão cansado que dei só uma volta na praia e fui para a barraca. Antes de desmaiar de sono me contentei com um pacote salvador de Club Social .
Continua ...
Estávamos todos bem. Eu acordei do porre sem dor de cabeça e meus companheiros estavam são e salvos. Segundo eles, na noite anterior, após varias tentativas frustradas de me tirarem do banheiro, eles simplesmente desistiram e foram todos para um luau na praia. Dizem que perdi um incrível céu estrelado. E enquanto eles se divertiam na praia de madrugada , eu roncava e era devorado pelos mosquitos ( esqueci do repelente ).
Quando acordei , o outro casal já tinha ido para a praia . Minha amiga e eu arrumamos nossas coisas e já deixamos quase tudo pronto. Ontem , quando chegamos , a dona do camping nos deu uma espécie de crachá com uma numeração para marcar a barraca, e tínhamos que devolver quando fossemos embora. Eu fiquei responsável, pois minha amiga disse que eu nunca iria perder. Coloquei o crachá no bolso por precaução .
Fomos então para praia com o intuito de curtir um pouco antes de partir, pois tínhamos ainda um longo caminho.
Só que essa praia tinha uma particularidade. Para chegar até ela é preciso atravessar um pequeno rio. Embora ele aparentasse ser raso, tinha um rapaz que fazia a travessia com uma canoa. Algumas pessoas, inclusive crianças, atravessavam andando mesmo. Mas a maioria esperava a canoa . Minha amiga não quis nem saber e voltou pra barraca. Eu fiquei curioso em conhecer a praia e perguntei pro rapaz da canoa se era de graça. Para minha surpresa era mesmo. Ele me informou que parava as 11:00 para almoçar e voltava 12:30. Nem me importei muito com isso porque sabia que estava cedo. Atravessei e fui logo para a praia. Ela era realmente linda e deserta . Encontrei com o casal que já estava voltando . Disse a eles que só ia tirar algumas fotos e que já voltava pra irmos botar o pé na estrada.
Depois de tirar várias fotos eu voltei e advinha? O cara da canoa já não estava mais lá. Pensei em esperar, mas ia demorar muito. E como muita gente estava atravessando o rio sem problemas eu também resolvi arriscar. E lá vou eu com a câmera na mão. No meio do caminho a coisa começou a ficar feia, fui afundando cada vez mais. Até que cheguei ao ponto da água bater no meu pescoço. Ergui as mãos com intuito de salvar a câmera, mas escorreguei e comecei a afundar mais. E quando achei que ia morrer pra salvar a câmera, apareceu uma pedra milagrosa , consegui pisar nela e sair dali. Com muito custo cheguei do outro lado com água até o pescoço literalmente. Feliz da vida por estar vivo e com a câmera ilesa voltei correndo para a barraca. Só que percebi que algo estava faltando. O bendito crachá que estava no meu bolso foi parar no fundo rio.
Já de volta a barraca , quando contei para o povo o que tinha acontecido , é claro que todos caíram na risada. Então sem pensar muito arrumamos as últimas coisas rapidinho, nos despedimos do pessoal que conhecemos ontem e fugimos do camping sem falar com a dona .A viagem continua. Voltamos para a rodovia pegamos um ônibus com destino a divisa do estado. Agora, já no Rio de Janeiro, temos que pegar outro ônibus até o porto de Paraty - Mirim. Ao contrário do 1º ônibus, ficamos esperando um tempão ele passar. Exatos 145 minutos depois ele resolveu aparecer. Coincidentemente, nesse bendito ônibus, minha amiga encontrou com uma colega dela de São Paulo que ia passar o réveillon em Paraty, só que ela ficaria no centro da cidade. Minha amiga pegou o telefone dela e cada um seguiu seu rumo. Chegamos ao porto quase 18:00hs e uma chuva se armava no céu. Pegamos um pequeno barco e seguimos para a Praia do Pouso da Cajaiba. Eram aproximadamente 50 min. de viagem até essa praia. Todos ficaram morrendo de medo da chuva e da maré alta, enquanto eu tirava fotos tranquilamente durante toda a viagem.Enfim chegamos ao nosso destino final com um total de 26 horas de atraso. E que lugar lindo era aquele. Senti-me no seriado LOST. A Praia não era grande, mas aquela areia amarelada e água verde claro me deixaram completamente perplexo.Chegando à casa onde ficaríamos levei um susto com a quantidade de pessoas. Minha amiga me apresentou a, no mínimo umas 12 pessoas. E é claro que não decorei o nome de ninguém. Ficamos acampados num terreno que fica ao lado da casa. Como lá na casa estava uma zona achei que não ia rolar um rango. Não demorou muito e já escureceu, eu estava tão cansado que dei só uma volta na praia e fui para a barraca. Antes de desmaiar de sono me contentei com um pacote salvador de Club Social .
Continua ...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Melhor que o seriado Malhação , eu garanto ! Parte 1
Agora que já consegui a autorização(eu acho) das partes envolvidas , contarei integralmente as desventuras do reveillon desse ano .
Então vamos lá ... Só aviso que é uma longa jornada até o fim da história . Vou separar por dia pra ficar mais fácil . Como não sei resumir ou cortar partes , terão que ter muita paciência (de novo) .
Dia 27/12/08 - São Paulo-SP
Uma grande amiga minha me convidou para acampar junto à alguns amigos dela no Rio de Janeiro . Como eu estava completamente sem planos e não queria ver o "Show da Virada" pela TV ou pior , tomar chuva e ser pisoteado na Avenida Paulista , aceitei o convite sem pensar muito . Ignorei completamente o fato de não conhecer os amigos dela e principalmente não fazer ideia do lugar em que ficaríamos . A única coisa que sabia era : vamos acampar numa praia em Paraty ! Minha amiga me avisou que não precisaria levar comida porque a turma dela levaria , só tínhamos que ajudar a rachar a conta das compras . Minha mochila só tinha roupas , celular , câmera fotográfica e pilhas , um skeeze e um pacote de Club Social (sabor queijo ) .
Pegamos um ônibus no Terminal Tietê ás 9:00hs com destino a Ubatuba-SP . Um casal de amigos dela também foi conosco e o restante já estavam lá . O trajeto estava tranquilo até chegar em Caraguatatuba , onde pegamos um engarrafamento gigantesco . Por esse motivo toda nossa programação atrasou . Tínhamos em mente chegar em Ubatuba e de lá pegar um ônibus para a divisa do estado (era mais barato assim) e depois pegar um outro até o porto de Paraty e por fim pegar um barco até a Praia Pouso de Cajaíba ( não tinha outro jeito de chegar nessa praia) .
Chegamos 3 horas atrasados em Ubatuba .Fizemos amizade com um outro pessoal ainda no Ônibus e como todos estavam famintos fomos almoçar num restaurante da cidade .
Como estávamos com medo de não conseguir chegar a tempo de pegar o barco , durante o almoço , essa galera nos convenceu a acampar com eles em uma praia semi-deserta em Ubatuba chamada Puruba . Nos enturmamos rapidamente com eles e por isso não estávamos tão preocupados e nem com medo . Do centro de Ubatuba pegamos um ônibus que nos deixou na Rodovia Rio-Santos e para chegar em Puruba bastava andar em uma estrada de terra (de barro , na verdade ) . Chegamos lá já no começo da noite e realmente foi a decisão mais acertada , pois não daria tempo de chegar em Paraty .
Puruba é uma pequena vila e tem pouquíssimos habitantes . Ficamos em um camping que fica em frente a um bar ( única diversão noturna ) . Montamos a barraca , arrumamos nossas coisas e já fomos direto para o bar . O lugar estava cheio , principalmente de turistas . Muitos levaram instrumentos musicais e começaram a agitar a galera . Eu , como não toco nadinha , fiquei só papeando e enchendo a cara . Cerveja , batida , conhaque , caipirinha , não recusava nada . Só sei que o povo estava empolgado e o samba rolando . Um dos caras que conhecemos no ônibus me ofereceu uma batida (fortíssima ) .Por causa dela fiquei tão chapado que no fim acabei tomando cerveja em um funil com uma mangueira . Estava conversando com uma menina que conheci no bar e não conseguia mais articular a fala . Daí me dei conta que estava realmente mal . Fui então procurar um banheiro para jogar água na cara . Tive muita dificuldade porque não tinha energia elétrica direito no lugar e o banheiro fica um pouco distante .
Enfim encontrei o banheiro , fechei a porta e lavei o rosto . Pensei em descansar um pouco antes de voltar , já que tudo estava rodando ainda . Não deu nem dois minutos e acabei desmaiando !
Quando acordei já estava melhor , só que já tinha passado um tempão .Tanto que quando saí não tinha mais ninguém no bar , estava tudo apagado e fechado. Achei estranho , mas voltei para a barraca , achando que todos tinham ido dormir . Com dificuldade em enxergar e tropeçando em tudo consegui chegar a salvo . Mas , para minha surpresa , não tinha ninguém e a barraca da outra turma também estava vazia . Eu estava tão preocupado com o povo que deitei e capotei de vez !
Não percam o próximo capítulo ...
Então vamos lá ... Só aviso que é uma longa jornada até o fim da história . Vou separar por dia pra ficar mais fácil . Como não sei resumir ou cortar partes , terão que ter muita paciência (de novo) .
Dia 27/12/08 - São Paulo-SP
Uma grande amiga minha me convidou para acampar junto à alguns amigos dela no Rio de Janeiro . Como eu estava completamente sem planos e não queria ver o "Show da Virada" pela TV ou pior , tomar chuva e ser pisoteado na Avenida Paulista , aceitei o convite sem pensar muito . Ignorei completamente o fato de não conhecer os amigos dela e principalmente não fazer ideia do lugar em que ficaríamos . A única coisa que sabia era : vamos acampar numa praia em Paraty ! Minha amiga me avisou que não precisaria levar comida porque a turma dela levaria , só tínhamos que ajudar a rachar a conta das compras . Minha mochila só tinha roupas , celular , câmera fotográfica e pilhas , um skeeze e um pacote de Club Social (sabor queijo ) .
Pegamos um ônibus no Terminal Tietê ás 9:00hs com destino a Ubatuba-SP . Um casal de amigos dela também foi conosco e o restante já estavam lá . O trajeto estava tranquilo até chegar em Caraguatatuba , onde pegamos um engarrafamento gigantesco . Por esse motivo toda nossa programação atrasou . Tínhamos em mente chegar em Ubatuba e de lá pegar um ônibus para a divisa do estado (era mais barato assim) e depois pegar um outro até o porto de Paraty e por fim pegar um barco até a Praia Pouso de Cajaíba ( não tinha outro jeito de chegar nessa praia) .
Chegamos 3 horas atrasados em Ubatuba .Fizemos amizade com um outro pessoal ainda no Ônibus e como todos estavam famintos fomos almoçar num restaurante da cidade .
Como estávamos com medo de não conseguir chegar a tempo de pegar o barco , durante o almoço , essa galera nos convenceu a acampar com eles em uma praia semi-deserta em Ubatuba chamada Puruba . Nos enturmamos rapidamente com eles e por isso não estávamos tão preocupados e nem com medo . Do centro de Ubatuba pegamos um ônibus que nos deixou na Rodovia Rio-Santos e para chegar em Puruba bastava andar em uma estrada de terra (de barro , na verdade ) . Chegamos lá já no começo da noite e realmente foi a decisão mais acertada , pois não daria tempo de chegar em Paraty .
Puruba é uma pequena vila e tem pouquíssimos habitantes . Ficamos em um camping que fica em frente a um bar ( única diversão noturna ) . Montamos a barraca , arrumamos nossas coisas e já fomos direto para o bar . O lugar estava cheio , principalmente de turistas . Muitos levaram instrumentos musicais e começaram a agitar a galera . Eu , como não toco nadinha , fiquei só papeando e enchendo a cara . Cerveja , batida , conhaque , caipirinha , não recusava nada . Só sei que o povo estava empolgado e o samba rolando . Um dos caras que conhecemos no ônibus me ofereceu uma batida (fortíssima ) .Por causa dela fiquei tão chapado que no fim acabei tomando cerveja em um funil com uma mangueira . Estava conversando com uma menina que conheci no bar e não conseguia mais articular a fala . Daí me dei conta que estava realmente mal . Fui então procurar um banheiro para jogar água na cara . Tive muita dificuldade porque não tinha energia elétrica direito no lugar e o banheiro fica um pouco distante .
Enfim encontrei o banheiro , fechei a porta e lavei o rosto . Pensei em descansar um pouco antes de voltar , já que tudo estava rodando ainda . Não deu nem dois minutos e acabei desmaiando !
Quando acordei já estava melhor , só que já tinha passado um tempão .Tanto que quando saí não tinha mais ninguém no bar , estava tudo apagado e fechado. Achei estranho , mas voltei para a barraca , achando que todos tinham ido dormir . Com dificuldade em enxergar e tropeçando em tudo consegui chegar a salvo . Mas , para minha surpresa , não tinha ninguém e a barraca da outra turma também estava vazia . Eu estava tão preocupado com o povo que deitei e capotei de vez !
Não percam o próximo capítulo ...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
O jogo da vida
Um avião cai dentro de um rio nos EUA com 155 passageiros e ninguém morre . O teto de uma igreja cai , mata 8 e deixa vários em estado grave . O destino age de maneira ilógica , tranformando uns em heróis outros em vilões , uns serão iluminados outros não terão final feliz .
A vida em si deixa vários sinais , vários avisos . Hoje tenho a mente bem aberta e já consegui evitar vários problemas acreditando que nessa vida tudo pode acontecer .
Alguém se recorda da explosão no Osasco Plaza Shopping em 1996 ? Bem, particularmente eu me recordo muito bem . Na verdade acho que nunca vou esquecer .
Em 95 apareceu na mídia muitos videntes ou pseudo-videntes . Uma das mais famosas era a Mãe Dinah que aparecia com muita frenquêcia em programas dominicais . Mas numa entrevista que ela concedeu a uma emissora de rádio ela preveu que o Osasco Plaza iria desabar . Nessa época eu estava na 7ª série e não estava nem aí com as tais profecias desses videntes . Moro perto de Osasco e sempre frequentei esse shopping.Inclusive assisti Don Juan Demarco (meu 1º. filme ) no cinema de lá nesse mesmo ano . No começo de 96 fui com um colega de escola passear nesse shopping . Lembro como se fosse hoje agente comentando sobre a previsão da mãe Dinah sobre o shopping . Cheguei a bater com força nas paredes e disse a ele que jamais aquele shopping iria cair . Rimos bastante nesse dia , mas mal sabíamos que aquele nosso pensamento iria mudar em alguns meses .
Agora estamos em 11 Junho de 1996 , véspera do dia dos namorados . Minha irmã mais velha ( ela tinha 15 anos na época) foi convidada a participar de um curso de cabeleleiro e o estabelecimento ficava em frente ao Osasco Plaza . Como minha mãe não deixava minha irmã andar sozinha , ela me obrigou a acompanhá-la ao curso . Como eu estudava de manhã , combinei que assim que saísse da escola nós iríamos para Osasco . Na verdade eu não estava com a mínima vontade de ir , mas como minha mãe me disse que me daria alguns trocados eu mudei de idéia . Mas deixei bem claro que ia esperar no shopping até ela acabar o curso .
Fui então pra escola normalmente . Só que fomos avisados que que um professor tinha faltado e que não teríamos a penúltima aula . Já que teríamos uma aula vaga após o intervalo , um amigo meu me convenceu a cabular a ultima aula . Sem pensar muito , pegamos nossos materiais durante o intervalo e pulamos o muro da escola ( muro muito alto mesmo ) . Conseguimos fugir com facilidade e logo outros colegas fizeram o mesmo .
Fomos pra casa ? Claro que não . Aproveitamos essa oportunidade e fomos direto jogar fliperama . Ficamos horas jogando e esquecemos completamente da vida . Até que a dona do Bar onde fica o fliperama ligou a TV . Estávamos revezando no jogo e resolvi assistir a TV enquanto esperava . Assim que coloquei os olhos na TV levei um verdadeiro choque . Em meio a viaturas de policia , ambulâncias e bombeiros reconheci automaticamente o local . A TV dava nesse momento ampla cobertura sobre a explosão no Shopping . E o horário da explosão coincidiu com o horário do curso que minha irmã participaria . E a ficha caiu rapidinho , sai do fliperama correndo feito um louco pra casa .
Chegando lá levei a maior bronca ( a melhor da minha vida ) . Minha irmã disse que não foi porque ficou me esperando e acabou desistindo depois . Dei a desculpa da explosão pra não ter ido no horário certo .
Quem diria que um ato irresponsável da minha parte acabou evitando minha ida a Osasco e que possivelmente salvou minha vida . Depois disso eu acredito em tudo . Por enquanto esta dando certo pois , depois de várias aventuras , eu estou aqui vivo para contar as histórias .
A vida em si deixa vários sinais , vários avisos . Hoje tenho a mente bem aberta e já consegui evitar vários problemas acreditando que nessa vida tudo pode acontecer .
Alguém se recorda da explosão no Osasco Plaza Shopping em 1996 ? Bem, particularmente eu me recordo muito bem . Na verdade acho que nunca vou esquecer .
Em 95 apareceu na mídia muitos videntes ou pseudo-videntes . Uma das mais famosas era a Mãe Dinah que aparecia com muita frenquêcia em programas dominicais . Mas numa entrevista que ela concedeu a uma emissora de rádio ela preveu que o Osasco Plaza iria desabar . Nessa época eu estava na 7ª série e não estava nem aí com as tais profecias desses videntes . Moro perto de Osasco e sempre frequentei esse shopping.Inclusive assisti Don Juan Demarco (meu 1º. filme ) no cinema de lá nesse mesmo ano . No começo de 96 fui com um colega de escola passear nesse shopping . Lembro como se fosse hoje agente comentando sobre a previsão da mãe Dinah sobre o shopping . Cheguei a bater com força nas paredes e disse a ele que jamais aquele shopping iria cair . Rimos bastante nesse dia , mas mal sabíamos que aquele nosso pensamento iria mudar em alguns meses .
Agora estamos em 11 Junho de 1996 , véspera do dia dos namorados . Minha irmã mais velha ( ela tinha 15 anos na época) foi convidada a participar de um curso de cabeleleiro e o estabelecimento ficava em frente ao Osasco Plaza . Como minha mãe não deixava minha irmã andar sozinha , ela me obrigou a acompanhá-la ao curso . Como eu estudava de manhã , combinei que assim que saísse da escola nós iríamos para Osasco . Na verdade eu não estava com a mínima vontade de ir , mas como minha mãe me disse que me daria alguns trocados eu mudei de idéia . Mas deixei bem claro que ia esperar no shopping até ela acabar o curso .
Fui então pra escola normalmente . Só que fomos avisados que que um professor tinha faltado e que não teríamos a penúltima aula . Já que teríamos uma aula vaga após o intervalo , um amigo meu me convenceu a cabular a ultima aula . Sem pensar muito , pegamos nossos materiais durante o intervalo e pulamos o muro da escola ( muro muito alto mesmo ) . Conseguimos fugir com facilidade e logo outros colegas fizeram o mesmo .
Fomos pra casa ? Claro que não . Aproveitamos essa oportunidade e fomos direto jogar fliperama . Ficamos horas jogando e esquecemos completamente da vida . Até que a dona do Bar onde fica o fliperama ligou a TV . Estávamos revezando no jogo e resolvi assistir a TV enquanto esperava . Assim que coloquei os olhos na TV levei um verdadeiro choque . Em meio a viaturas de policia , ambulâncias e bombeiros reconheci automaticamente o local . A TV dava nesse momento ampla cobertura sobre a explosão no Shopping . E o horário da explosão coincidiu com o horário do curso que minha irmã participaria . E a ficha caiu rapidinho , sai do fliperama correndo feito um louco pra casa .
Chegando lá levei a maior bronca ( a melhor da minha vida ) . Minha irmã disse que não foi porque ficou me esperando e acabou desistindo depois . Dei a desculpa da explosão pra não ter ido no horário certo .
Quem diria que um ato irresponsável da minha parte acabou evitando minha ida a Osasco e que possivelmente salvou minha vida . Depois disso eu acredito em tudo . Por enquanto esta dando certo pois , depois de várias aventuras , eu estou aqui vivo para contar as histórias .
sábado, 17 de janeiro de 2009
Willy e Eu - Parte 2 - A morte e o recomeço
A saga continua ...
Enfim fui ao tão sonhado encontro . Chegando ao parque já fiquei preocupado , pois estava cheio de gente pulando e dançando . Como não sabia direito onde ela estaria apelei para o torpedo SMS , já que ligar pra ela não ia adiantar . Depois de algumas trocas de mensagens , combinamos de nos encontrar no Obelisco .
Finalmente a encontrei e , antes que eu pudesse pular de alegria , percebi que tinha alguém com ela . Pode parecer absurdo , mas ela levou a irmã mais velha . Fiquei chocado com a presença dela , mas tentei agir naturalmente e ser o mais simpático possível , pois ela era minha futura cunhadinha .
Como as duas não se desgrudavam , não tinha como tentar alguma coisa . Na minha cabeça o fato de receber o convite era porque ela finalmente se tocou que eu era afim dela . Que inocente eu fui . Mas não tinha perdido as esperanças e , assim que tivesse uma brechinha eu iria atacar , sem medo .
Tentei aproveitar da melhor maneira , o evento estava realmente animado e me diverti bastante com as duas . Mas estava sempre atento , otimista , esperando o chegar o momento certo . Mas acontece que ele não veio . O show acabou e as duas permaneciam juntas , inseparáveis . Pareciam gêmeas siamesas . Resolvemos passear no parque depois do show . Andamos , conversamos , rimos , tomamos sorvete . Confesso que , por dentro , já estava deprimido pois a oportunidade não vinha .
Quando já estava me conformando com a derrota algo aconteceu . O celular da irmã dela tocou e enfim ela se afastou da gente. Comecei agradecer aos deuses por aquela ajudinha , mesmo aos 45 min do segundo tempo . Olhei nos fundos dos olhos dela , cheguei bem pertinho e ...
La vem a irmã dela correndo e com cara de preocupada e então eu disse adeus a todo aquele momento mágico . O mais chocante de tudo foi o que ela disse pra gente : " Maninha agente tem que ir embora . O pai ligou e disse que nossa gatinha foi atropelada ."
O quê ? Não é possível . Na verdade tudo começou a fazer sentido , eu estava sendo castigado . A coisa mais absurda aconteceu . Elas foram embora pra socorrer a gata de estimação da famíla que acabara de ser atropelada. Depois que elas partiram comecei a andar meio sem rumo , totalmente atordoado . Matei o Willy para nada e pior , a zica foi tanta que matei a gata dela de verdade . Meu plano perfeito foi um fiasco e por usar o Willy eu fui amaldiçoado .
No dia seguinte acordei completamente exausto . Uma amiga minha , que trabalhava comigo no também no Cinemark , me ligou porque estava preocupada comigo . Tive que manter a história e infelizmente continuei a mentir pra ela ( Calma , contei a verdade para ela depois) .Depois disso prometi a mim mesmo jamais mentir sobre morte ou doença com família , amigos e principalmente o Willy .
A gata realmente morreu alguns dias depois . Eu nunca consegui ficar com essa menina . Inclusive , mesmo depois do ocorrido ela misteriosamente até hoje continua solteira .Sempre solteira.
O meu carinho pelo Willy cresceu bastante depois disso também . Ele sempre foi um ótimo companheiro . Mas dois anos depois desse episódio ele infelizmente adoeceu e logo faleceu . Meu sentimento de culpa e tristeza só passou quando sonhei com ele algum tempo depois .Algumas pessoas não acreditaram na morte dele , já que ele tinha ressuscitado da última vez .
Resolvi nunca mais ter animal de estimação . O Willy sempre ocuparia esse espaço . Até que minha mãe arranjou a dois anos uma poodle preta chamada Luna . Não concordei com minha mãe , disse que nunca iria cuidar dela . Fiz pior , ignorei a cadela completamente por meses . Mas ela teimava em latir pra mim pra chamar a atenção . Deixei claro que não ia me apegar por outro cachorro jamais .
Até que um dia eu passei mal em casa . Achei que ia morrer de tão fraco que eu estava . Fiquei deitado na cama vegetando e de repente a Luna aparece do nada e deita ao meu lado . Ela ficou olhando pra mim fixamente , parecendo que estava triste por eu estar doente . Depois dessa cena não tinha como eu ignorar a Luna . A parti dai comecei a reparar que ela fazia muitas coisas que o Willy também fazia , como ver novela por exemplo .
E não teve jeito , ela agora é minha cadela de estimação e parte da minha vida .
Fim , eu acho !
Enfim fui ao tão sonhado encontro . Chegando ao parque já fiquei preocupado , pois estava cheio de gente pulando e dançando . Como não sabia direito onde ela estaria apelei para o torpedo SMS , já que ligar pra ela não ia adiantar . Depois de algumas trocas de mensagens , combinamos de nos encontrar no Obelisco .
Finalmente a encontrei e , antes que eu pudesse pular de alegria , percebi que tinha alguém com ela . Pode parecer absurdo , mas ela levou a irmã mais velha . Fiquei chocado com a presença dela , mas tentei agir naturalmente e ser o mais simpático possível , pois ela era minha futura cunhadinha .
Como as duas não se desgrudavam , não tinha como tentar alguma coisa . Na minha cabeça o fato de receber o convite era porque ela finalmente se tocou que eu era afim dela . Que inocente eu fui . Mas não tinha perdido as esperanças e , assim que tivesse uma brechinha eu iria atacar , sem medo .
Tentei aproveitar da melhor maneira , o evento estava realmente animado e me diverti bastante com as duas . Mas estava sempre atento , otimista , esperando o chegar o momento certo . Mas acontece que ele não veio . O show acabou e as duas permaneciam juntas , inseparáveis . Pareciam gêmeas siamesas . Resolvemos passear no parque depois do show . Andamos , conversamos , rimos , tomamos sorvete . Confesso que , por dentro , já estava deprimido pois a oportunidade não vinha .
Quando já estava me conformando com a derrota algo aconteceu . O celular da irmã dela tocou e enfim ela se afastou da gente. Comecei agradecer aos deuses por aquela ajudinha , mesmo aos 45 min do segundo tempo . Olhei nos fundos dos olhos dela , cheguei bem pertinho e ...
La vem a irmã dela correndo e com cara de preocupada e então eu disse adeus a todo aquele momento mágico . O mais chocante de tudo foi o que ela disse pra gente : " Maninha agente tem que ir embora . O pai ligou e disse que nossa gatinha foi atropelada ."
O quê ? Não é possível . Na verdade tudo começou a fazer sentido , eu estava sendo castigado . A coisa mais absurda aconteceu . Elas foram embora pra socorrer a gata de estimação da famíla que acabara de ser atropelada. Depois que elas partiram comecei a andar meio sem rumo , totalmente atordoado . Matei o Willy para nada e pior , a zica foi tanta que matei a gata dela de verdade . Meu plano perfeito foi um fiasco e por usar o Willy eu fui amaldiçoado .
No dia seguinte acordei completamente exausto . Uma amiga minha , que trabalhava comigo no também no Cinemark , me ligou porque estava preocupada comigo . Tive que manter a história e infelizmente continuei a mentir pra ela ( Calma , contei a verdade para ela depois) .Depois disso prometi a mim mesmo jamais mentir sobre morte ou doença com família , amigos e principalmente o Willy .
A gata realmente morreu alguns dias depois . Eu nunca consegui ficar com essa menina . Inclusive , mesmo depois do ocorrido ela misteriosamente até hoje continua solteira .Sempre solteira.
O meu carinho pelo Willy cresceu bastante depois disso também . Ele sempre foi um ótimo companheiro . Mas dois anos depois desse episódio ele infelizmente adoeceu e logo faleceu . Meu sentimento de culpa e tristeza só passou quando sonhei com ele algum tempo depois .Algumas pessoas não acreditaram na morte dele , já que ele tinha ressuscitado da última vez .
Resolvi nunca mais ter animal de estimação . O Willy sempre ocuparia esse espaço . Até que minha mãe arranjou a dois anos uma poodle preta chamada Luna . Não concordei com minha mãe , disse que nunca iria cuidar dela . Fiz pior , ignorei a cadela completamente por meses . Mas ela teimava em latir pra mim pra chamar a atenção . Deixei claro que não ia me apegar por outro cachorro jamais .
Até que um dia eu passei mal em casa . Achei que ia morrer de tão fraco que eu estava . Fiquei deitado na cama vegetando e de repente a Luna aparece do nada e deita ao meu lado . Ela ficou olhando pra mim fixamente , parecendo que estava triste por eu estar doente . Depois dessa cena não tinha como eu ignorar a Luna . A parti dai comecei a reparar que ela fazia muitas coisas que o Willy também fazia , como ver novela por exemplo .
E não teve jeito , ela agora é minha cadela de estimação e parte da minha vida .
Fim , eu acho !
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Willy e Eu - parte 1
Noite de quarta feira chuvosa em São Paulo , nada melhor que pegar um filminho no Cinemark . Fui ver Marley e Eu e peguei a última sessão do dia . O cinema estava bem cheio , talvez pela chuva , talvez pelo apelo do filme . O filme é uma adaptação do best seller de mesmo nome , e acho que todo mundo já leu (menos eu ) . Apesar disso , não precisa ser nenhum gênio pra advinhar o desfecho da história. Mas o que pude reparar ao final do filme foi a sinfonia de choro de mulheres , crianças e até alguns marmanjos . É minha gente , animal de estimação é sempre uma parte importante em nossas vidas .
Ai que falta faz meu querido Willy , que hoje mora tranquilamente no céu dos cachorrinhos . Ele sempre foi um companheiro fiel , sempre me recebeu dando pulos de alegria , sempre estava disposto a brincar e correr por toda casa . Tenho muitas saudades dele .
Me lembrei de uma vez que usei o Willy para beneficio próprio e fui castigado por isso .
A uns 5 anos atrás eu trabalhava exatamente no Cinemark . Trabalhava sempre nos fins de semana , que eram os dias de mais movimento é claro . Nessa época eu era apaixonado por uma menina que não me dava muita bola . Ela era quase perfeita , ela só tinha um defeito ou era muito desligada ou muito ingênua . Eu dava em cima dela descaradamente e ela agia como se nada estivesse acontecendo .
Até que em um belo dia ela me convidou para um show de música eletrônica que teria no parque Ibirapuera . Detalhe : O show seria num domingo a tarde . Que dilema o meu . Nesse horário eu estaria trabalhando então não poderia ir . Só que eu não podia perder essa oportunidade . Já tinha feito outros convites , mas ela sempre arranjava uma desculpa e nunca aceitava . Estava em casa pensando no que ia fazer , enquanto fazia carinho no Willy . Então tive uma idéia mirabolante . Coitado do Willy .
É claro que aceitei o convite . Só faltava agora botar o plano em prática.Infelizmente teria que matar meu querido cãozinho .
Fui trabalhar no domingo "normalmente" . Mas tinha combinado de me encontrar com ela às 16:00 h . Pela escala de trabalho trabalharia até às 20:00 . Cheguei 15 min atrasado de propósito . Estava cabisbaixo e aparentando preocupação e esperava que alguém me perguntasse o por quê de eu estar daquela jeito . Minha gerente logo caiu no jogo . Disse a ela que tinha me atrasado porque o Willy tinha sido atropelado e que o levei ao veterinário . Como todos em casa estavam viajando eu era o responsável por ele . Disse a gerente que ele não estava bem e o veterinário iria ligar pra mim se "algo" acontecesse . Deixei meu celular programado pra tocar exatamente às 14:30h . Quando a hora chegou o celular tocou. Por sorte minha gerente estava bem próxima a mim nessa hora .Fingi que conversava com o veterinário e logo fui mudando de feição . Assim que desliguei ela me perguntou o que houve . Propositalmente comecei a gaguejar e tremer (não sabia que era tão bom ator) . Disse a gerente que infelizmente o Willy não tinha aguentado . Ela me abraçou e me consolou e me disse aquilo que eu queria ouvir : " Rocks , não tem condições de você trabalhar assim , pode deixar comigo e vai lá buscar ele " . Consegui enganá-los , missão cumprida . Embora tivesse, a principio, sucesso com o plano , aquilo me deixou mal . Pessoas preocupadas comigo e eu mentindo por causa de uma menina .
Mas já era tarde , tinha que terminar o que comecei . Me troquei , me despedi do pessoal , sempre mantendo o olhar triste e andando devagar e fui para o meu tão aguardado encontro . Mas uma vez , coitado do Willy .
No próximo episódio - a 2ª e ultima parte !
Ai que falta faz meu querido Willy , que hoje mora tranquilamente no céu dos cachorrinhos . Ele sempre foi um companheiro fiel , sempre me recebeu dando pulos de alegria , sempre estava disposto a brincar e correr por toda casa . Tenho muitas saudades dele .
Me lembrei de uma vez que usei o Willy para beneficio próprio e fui castigado por isso .
A uns 5 anos atrás eu trabalhava exatamente no Cinemark . Trabalhava sempre nos fins de semana , que eram os dias de mais movimento é claro . Nessa época eu era apaixonado por uma menina que não me dava muita bola . Ela era quase perfeita , ela só tinha um defeito ou era muito desligada ou muito ingênua . Eu dava em cima dela descaradamente e ela agia como se nada estivesse acontecendo .
Até que em um belo dia ela me convidou para um show de música eletrônica que teria no parque Ibirapuera . Detalhe : O show seria num domingo a tarde . Que dilema o meu . Nesse horário eu estaria trabalhando então não poderia ir . Só que eu não podia perder essa oportunidade . Já tinha feito outros convites , mas ela sempre arranjava uma desculpa e nunca aceitava . Estava em casa pensando no que ia fazer , enquanto fazia carinho no Willy . Então tive uma idéia mirabolante . Coitado do Willy .
É claro que aceitei o convite . Só faltava agora botar o plano em prática.Infelizmente teria que matar meu querido cãozinho .
Fui trabalhar no domingo "normalmente" . Mas tinha combinado de me encontrar com ela às 16:00 h . Pela escala de trabalho trabalharia até às 20:00 . Cheguei 15 min atrasado de propósito . Estava cabisbaixo e aparentando preocupação e esperava que alguém me perguntasse o por quê de eu estar daquela jeito . Minha gerente logo caiu no jogo . Disse a ela que tinha me atrasado porque o Willy tinha sido atropelado e que o levei ao veterinário . Como todos em casa estavam viajando eu era o responsável por ele . Disse a gerente que ele não estava bem e o veterinário iria ligar pra mim se "algo" acontecesse . Deixei meu celular programado pra tocar exatamente às 14:30h . Quando a hora chegou o celular tocou. Por sorte minha gerente estava bem próxima a mim nessa hora .Fingi que conversava com o veterinário e logo fui mudando de feição . Assim que desliguei ela me perguntou o que houve . Propositalmente comecei a gaguejar e tremer (não sabia que era tão bom ator) . Disse a gerente que infelizmente o Willy não tinha aguentado . Ela me abraçou e me consolou e me disse aquilo que eu queria ouvir : " Rocks , não tem condições de você trabalhar assim , pode deixar comigo e vai lá buscar ele " . Consegui enganá-los , missão cumprida . Embora tivesse, a principio, sucesso com o plano , aquilo me deixou mal . Pessoas preocupadas comigo e eu mentindo por causa de uma menina .
Mas já era tarde , tinha que terminar o que comecei . Me troquei , me despedi do pessoal , sempre mantendo o olhar triste e andando devagar e fui para o meu tão aguardado encontro . Mas uma vez , coitado do Willy .
No próximo episódio - a 2ª e ultima parte !
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
100% Verdade
Que calor infernal hoje ! Em pleno meio dia em são paulo 31ºC inventei de pegar o metrô na estação consolação . Parecia que o calor estava pior dentro da estação e estava sem nenhuma ventilação , tanto que uma senhora não aguentou e desmaiou . Mesmo sendo o horário de almoço e, principalmente , mês de férias , essa bendita estação estava incrívelmente cheia ! A senhora foi socorrida rapidamente , pelo menos isso !
Para meu alívio entrei no vagão e lá estava até razoalvel . Comecei a assitir a TV que tem dentro do vagão e começou a passar a previsão do tempo . Nela , anunciava que o dia ia permanecer ensolarado com máxima de 33ºC e com 25% de umidade relativa do ar . Então pensei : 25% ? Já era, justo hoje que saí com roupa preta ! Hoje eu morro com certeza ! Ao mesmo tempo que pensava nisso , o trêm continuava ainda parado na estação. Algumas pessoas seguravam a porta para que uma senhora toda estabanada pudesse entrar . De imediato o condutor do trem , através do auto-falante , reclamou : " Não impeça o fechamento das portas . 75% dos atrasos das viagens são ocasionados por esse tipo de ação ." Comei a rir sozinho , pessoas olhavam para mim com estranheza por causa disso . Então tive que soltar a pérola : " Como é que eles calculam isso ?" . Depois disso quase todo o vagão começou a rir com essa minha indagação . Um senhor concordou comigo : " É meu jovem , nunca vi ninguém fazendo esse tipo de pesquisa aqui !" . Já pensou você saindo do vagão e te perguntam : " Você viu alguém segurar a porta durante a viagem ? Você achava que essa pessoa foi responsável pelo atraso nessa viagem ?
Nunca tinha percebido o quanto a portentagem esta presente no nosso dia a dia . E se tem algo
que é pouco questionável é a porcentagem ! Basta dar qualquer dado fictício e colocar a bendita porcentagem e aquilo já se torna verdade automaticamente . Agora alguns dados importantes com base em pesquisas sobre a mentira na porcentagem : 60% das pessoas usam esses elementos para aparentar ser mais espertos do que realmente são , 29% usam porcentagem para impressionar e 11% para medir a o grau ignorância das pessoas .
PS : Obrigado aqueles que se preocuparam durante a minha recuperação da cirurgia no meu joelho . Fiquem tranquilos pois já estou 100 % .
Para meu alívio entrei no vagão e lá estava até razoalvel . Comecei a assitir a TV que tem dentro do vagão e começou a passar a previsão do tempo . Nela , anunciava que o dia ia permanecer ensolarado com máxima de 33ºC e com 25% de umidade relativa do ar . Então pensei : 25% ? Já era, justo hoje que saí com roupa preta ! Hoje eu morro com certeza ! Ao mesmo tempo que pensava nisso , o trêm continuava ainda parado na estação. Algumas pessoas seguravam a porta para que uma senhora toda estabanada pudesse entrar . De imediato o condutor do trem , através do auto-falante , reclamou : " Não impeça o fechamento das portas . 75% dos atrasos das viagens são ocasionados por esse tipo de ação ." Comei a rir sozinho , pessoas olhavam para mim com estranheza por causa disso . Então tive que soltar a pérola : " Como é que eles calculam isso ?" . Depois disso quase todo o vagão começou a rir com essa minha indagação . Um senhor concordou comigo : " É meu jovem , nunca vi ninguém fazendo esse tipo de pesquisa aqui !" . Já pensou você saindo do vagão e te perguntam : " Você viu alguém segurar a porta durante a viagem ? Você achava que essa pessoa foi responsável pelo atraso nessa viagem ?
Nunca tinha percebido o quanto a portentagem esta presente no nosso dia a dia . E se tem algo
que é pouco questionável é a porcentagem ! Basta dar qualquer dado fictício e colocar a bendita porcentagem e aquilo já se torna verdade automaticamente . Agora alguns dados importantes com base em pesquisas sobre a mentira na porcentagem : 60% das pessoas usam esses elementos para aparentar ser mais espertos do que realmente são , 29% usam porcentagem para impressionar e 11% para medir a o grau ignorância das pessoas .
PS : Obrigado aqueles que se preocuparam durante a minha recuperação da cirurgia no meu joelho . Fiquem tranquilos pois já estou 100 % .
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A barraca e o capitalismo
No no final do ano passado fui acampar na praia com uns amigos . Fomos para o litoral sul do Rio de Janeiro e também aproveitamos e ficamos um dia em Ubatuba-SP . Acho que não tem coisa melhor que poder fugir dessa selva de pedras que é São Paulo e ter mais contato com a natureza e as coisas simples da vida . Durante uma semana esqueci completamente que existe msn , orkut , google ... Minha única preocupação era onde iríamos acampar . Aliás , tenho que agradecer muito a invenção da barraca . É algo fundamental nessas aventuras , poder contar com uma casa ambulante que cabe perfeitamente em uma pequena bolsa .
Agora , de volta pra casa , ela vai ficar ali quietinha em cima do guarda-roupa esperando uma nova oportunidade de reencontrar a natureza. Na minha cabeça , a barraca não tinha outro significado .
Passando pelo bairro de Pinheiros a noite , num horário em que a maioria estaria em casa vendo A Favorita na TV , presenciei algo curioso . Uma fila enorme em frente a Magazine Luiza na Teodoro Sampaio , porém suas portas já estavam fechadas . Como um dos meus defeitos é ser muito curioso fui até a fila . Chegando mais próximo vi que tinham barracas também , pude contar pelo menos quatro . Em uma delas um pessoal jogava truco . Estranhei aquilo tudo e não resisti e perguntei para um deles . A loja, aproveitando esse período pós- natal realizará hoje um saldão especial e oferece até 70% de desconto nos seus produtos . Foi um choque para mim , eu confesso . Nunca tinha visto aquilo . Aí lembrei das filas para grande shows internacionais , como recentemente da Madonna , que fãs ficavam dias acampados em frente ao Morumbi aguardando o inicio do show . Lembrei automaticamente da minha humilde barraquinha . Até hoje não tinha imaginado uma função capitalista para ela . Mas era uma coisa tão óbvia e agora me parece tão normal você levar sua barraca pra frente de uma loja e ficar plantado lá no mínimo 12 horas , esperando conseguir comprar com 70% de desconto um liquidificador ! Ou também ficar 5 dias acampado em frente a um estádio , para ser um dos primeiros a entrar e assistir o show da Madonna confortavelmente na pista .
Agora vendo as coisas com mais clareza , acho que vou ficar em frente ao anhembi e alugar minha barraca pra algum fã incondicional do Elton Jonh .
Agora , de volta pra casa , ela vai ficar ali quietinha em cima do guarda-roupa esperando uma nova oportunidade de reencontrar a natureza. Na minha cabeça , a barraca não tinha outro significado .
Passando pelo bairro de Pinheiros a noite , num horário em que a maioria estaria em casa vendo A Favorita na TV , presenciei algo curioso . Uma fila enorme em frente a Magazine Luiza na Teodoro Sampaio , porém suas portas já estavam fechadas . Como um dos meus defeitos é ser muito curioso fui até a fila . Chegando mais próximo vi que tinham barracas também , pude contar pelo menos quatro . Em uma delas um pessoal jogava truco . Estranhei aquilo tudo e não resisti e perguntei para um deles . A loja, aproveitando esse período pós- natal realizará hoje um saldão especial e oferece até 70% de desconto nos seus produtos . Foi um choque para mim , eu confesso . Nunca tinha visto aquilo . Aí lembrei das filas para grande shows internacionais , como recentemente da Madonna , que fãs ficavam dias acampados em frente ao Morumbi aguardando o inicio do show . Lembrei automaticamente da minha humilde barraquinha . Até hoje não tinha imaginado uma função capitalista para ela . Mas era uma coisa tão óbvia e agora me parece tão normal você levar sua barraca pra frente de uma loja e ficar plantado lá no mínimo 12 horas , esperando conseguir comprar com 70% de desconto um liquidificador ! Ou também ficar 5 dias acampado em frente a um estádio , para ser um dos primeiros a entrar e assistir o show da Madonna confortavelmente na pista .
Agora vendo as coisas com mais clareza , acho que vou ficar em frente ao anhembi e alugar minha barraca pra algum fã incondicional do Elton Jonh .
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Conversa de bêbado
Essa a parte mais difícil . Escrever algo relevante digno de ser lido pelas pessoas é o meu desafio nesse blog . Como começar ? Aprendemos desde cedo que a primeira impressão é a que fica , pelo menos na maioria da vezes . Então irei me esforçar para que minhas palavras não pareçam papo de bêbado .
Estou me sentido com se estivesse falando pela primeira vez com a menina mais bonita da escola . Sabe quando você tem milhares de coisas para dizer , mas não sabe se ela vai se interessar . Ou pior , se ela vai te ouvir de novo depois disso . Então você começa a tremer , as palavras não saem do jeito que você imagina , mesmo que você tenha treinando muito antes .
Agora já foi . Não tem mais volta . Se a menina bonita for igual a maioria ela vai te esnobar e esquecer que você existe . Mas você tem uma chance , por mais remota que seja , de ela te achar engraçadinho e querer te ouvir novamente .
De uma maneira ou de outra você se arriscou , e agora é só esperar pra ver se essa conversa de bêbado teve sentido .
Estou me sentido com se estivesse falando pela primeira vez com a menina mais bonita da escola . Sabe quando você tem milhares de coisas para dizer , mas não sabe se ela vai se interessar . Ou pior , se ela vai te ouvir de novo depois disso . Então você começa a tremer , as palavras não saem do jeito que você imagina , mesmo que você tenha treinando muito antes .
Agora já foi . Não tem mais volta . Se a menina bonita for igual a maioria ela vai te esnobar e esquecer que você existe . Mas você tem uma chance , por mais remota que seja , de ela te achar engraçadinho e querer te ouvir novamente .
De uma maneira ou de outra você se arriscou , e agora é só esperar pra ver se essa conversa de bêbado teve sentido .
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